Cronos, um pai cruel, devora seus filhos com uma voracidade impiedosa.
Infinito soberano, mas tão mesquinho com os seus.Vê seus filhos se degradarem
tão rapidamente.
Com o tempo tudo que é bonito se desfaz.
O calor da paixão esfria.
Máscaras caem, verdades aparecem nem tão bonitas.
A beleza acaba flores morrem.
E o sábio pai continua. Renova-se e é infinito.
Mas nós, poeira cósmica, denominados filhos de deuses. Sumimos num ínfimo espaço de tempo.
E não se muda uma
vírgula de lugar por nossa ausência...

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