A Casa estará sempre aberta à exposição. Estou permitindo passeio por dentro dela, escancarando portas e janelas. Deixo-me espiar. Permito alguma intimidade. Mas não esperem sorrisos a esmo, porque, simplesmente não tenho vontade. Estou sorrindo para poucos. Também não estou disposta a andar por aí com um saquinho de frases de animo não mão, embora admire quem o faça, acredito que são essas pessoas que ainda vêem o brilho, que sustentam o mundo, mas não é o meu caso...
Temos poucos motivos para sorrir se pensarmos no coletivo.
Fui ao médico agora pouco, cedi aos apelos para eu ir-me “tratar”.
Acham que algumas sessões de analise vão me fazer ver o mundo de forma diferente.
Pode ser, aprendi com uma amiga querida não fazer uso da certeza, pois essa nos falta.
Vou lá ver se consigo esquecer quem eu sou ou quem acho que sou.
Eu ouvi do meu filho esses dias e isso mexeu comigo:
_ Eu só queria que você fosse mais feliz e não ficasse tanto com esses olhos vermelhos, isso pra uma mãe que diz se importar tanto com o filho, já é motivo bastante para tentar.
Talvez seja bom para todos, até para mim.
Hoje não terá música em respeito ao que anda acontecendo por aí...
O Rio está e luto e eu também.
E por hoje é só.
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