sábado, 26 de fevereiro de 2011

Rio De Janeiro

Sobre minha nova paixão 





1- A sétima maravilha Inaugurado em 1931, o Cristo Redentor tornou-se o símbolo maior da cidade e uma das imagens mais conhecidas da capital. Fica a mais de 700 metros do nível do mar, tem 30 metros de altura e é revestido de pedra-sabão. Do alto do Corcovado, de onde se descortina uma vista deslumbrante, ele abençoa cariocas e visitantes. 


2- Medalha de ouro Nossa metrópole será a primeira do continente a receber uma Olimpíada. A candidatura carioca teve êxito ao apostar nas belezas naturais daqui e no legado dos Jogos. Até 2016, o Rio terá investimentos na faixa de 20 bilhões de reais, que podem propiciar uma metamorfose urbana. 


3- A principal passarela Palco da maior festa carioca desde 1984, o Sambódromo ficou pequeno demais para o espetáculo. Depois do Carnaval, ele passará por uma reforma com o objetivo de ampliar sua capacidade de 60 000 para quase 80 000 pessoas. Na Rio 2016, lá acontecerão a prova de arco e flecha e a chegada da maratona. 


4- Copacabana, a praia O mundo inteiro canta a garota de Ipanema, mas é Copacabana o destino mais desejado por quem visita o país. Sua democrática areia e points noturnos ainda fascinam os turistas. 


5- Copacabana, o forte Construída no século XVIII para proteger a cidade de invasores, a fortaleza do Posto 6 adquiriu nova função, que nada tem a ver com a militar. Ela abriga uma filial da Confeitaria Colombo e virou uma ótima opção de passeio à beira-mar. 


6- Um senhor quintal Espalhado do Aeroporto Santos Dumont à Praia de Botafogo, o Parque do Flamengo tem projeto paisagístico de Burle Marx. Aberto em 1965, o aterro abriga o Monumento dos Pracinhas, quadras esportivas e já teve uma réplica da Torre Eiffel, em 1989. Foi sede também da ECO 92, a Conferência Mundial do Meio Ambiente. 


7- O templo sagrado Cenário de partidas inesquecíveis, o Maracanã é o grande santuário do carioca e um dos estádios mais famosos do mundo. Ali, os torcedores dos quatro grandes clubes experimentam sentimentos como alegria, tristeza, êxtase e decepção. Fechado para reformas, deve reabrir no fim de 2012. 


8- O som da gente Samba deriva de uma palavra africana, semba, cujo significado é “estar animado, estar excitado”, ou “pular, saltar com alegria”. Numa cidade musical por excelência, o gênero virou sua trilha sonora, com autores do naipe de Noel Rosa, Cartola, Braguinha, Nelson Cavaquinho... 


9- Berços de bambas Aqui estão as duas escolas de samba com o passado mais valioso entre todas do país. Portela e Mangueira, as maiores vencedoras do Carnaval, são prodigiosas em histórias e personalidades. De um lado, Monarco, Manacéa e Paulinho da Viola. Do outro, Cartola, Nelson Sargento e Carlos Cachaça. 10- O ritmo de Jorge Mestre do samba-rock, Jorge Ben Jor vem influenciando há décadas uma legião de artistas, de Bebeto a Seu Jorge. Nascido no subúrbio, o cantor e compositor que enalteceu as delícias do “patropi” continua a angariar fãs de variadas gerações e a contagiar as plateias em shows de quase três horas de puro suingue. 


11- Minha alma canta Composto por Tom Jobim em 1962, Samba do Avião é o nosso hino afetivo. Quem nunca cantarolou durante um voo os versos “Cristo Redentor/ braços abertos sobre a Guanabara/ este samba é só porque/ Rio, eu gosto de você”? São quase cinco décadas da mais sublime beleza. 


12- Quarteto fantástco Que outra cidade do mundo tem quatro clubes grandes, com milhões de torcedores espalhados por todo o país? Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco disputam a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Juntos, somam quinze títulos nacionais. Dois deles foram conquistados nos últimos anos. 


13- Folia a céu aberto A tradição vem dos tempos dos ranchos, cordões e grandes sociedades. Da década de 80 para cá, no entanto, o Carnaval de rua ganhou incrível revitalização. Só neste ano, mais de 200 blocos tiveram autorização da prefeitura para desfilar e a expectativa é que atraiam 3 milhões de pessoas. Uma festa popular e gratuita. 14- Chope gelado O visitante estrangeiro que se conforme, pois aqui não existe cerveja em temperatura ambiente. No Rio, quanto mais baixa a temperatura, melhor tende a ser o chope. A bebida dá bem o tom gregário do carioca, que não marca um bate-papo, mas, sim, um “chopinho”. 


15- A moda praia O Rio produz uma moda simples, alegre, fácil de usar, descontraída, cosmopolita e de cores vivas. Entre seus representantes mais famosos, três merecem destaque: a Osklen, que vende o estilo cool do Rio no exterior; a estilista Lenny Niemeyer, com seus biquínis sofisticados; e a grife Farm, com estampas exuberantes.


16- O palco mais nobre O Theatro Municipal já acolheu espetáculos memoráveis, entre eles os do irascível maestro Arturo Toscanini, da soprano Maria Callas e do bailarino Rudolf Nureiev. No ano passado, após uma reforma de 70 milhões de reais, a casa centenária reabriu com todo o seu esplendor. Só no telhado e na fachada, foram aplicadas 80 000 folhas de ouro. 


17- Doce balanço Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, são elas, meninas, que vêm e que passam por Ipanema, Copacabana, Tijuca, Vaz Lobo, Barra, Madureira... Admirada pelo mundo todo, a beleza da carioca já inspirou diversas canções, da Moreninha da Praia (Braguinha) à Garota de Ipanema (Tom e Vinicius) e Anna Júlia (Los Hermanos). 


18- Todos de branco Até o fim da década de 70, a festa era de cunho religioso. Aos poucos, os hotéis da orla começaram a aderir discretamente, promovendo pequenas queimas de fogos. No início dos anos 90, o réveillon carioca tornou-se um dos eventos mais concorridos do mundo. Recebe em média 2 milhões de pessoas a cada edição. Na última, foram usadas 20 toneladas de fogos de artifício, que iluminaram a praia durante dezesseis minutos. 


19- O jardim do Império Ele começou a brotar por iniciativa do príncipe-regente dom João, em 1808. Com a declaração da Independência, o Jardim Botânico foi aberto ao público, que passou a frequentá-lo em larga escala. O visitante pode passear por sua ampla e bem cuidada área verde, enquanto a criançada se diverte no parquinho. 


20- Cidade Maravilhosa Para muita gente, essa marchinha traz más lembranças, uma vez que ela é usada para encerrar os bailes carnavalescos. Na verdade, ela foi composta por André Filho em 1934 e adotada como o hino oficial da cidade. A alcunha, no entanto, foi criada na década de 20 pelo escritor maranhense Coelho Neto, que hoje batiza um bairro e uma rua. 


21- A fábrica do Carnaval Se Hollywood oferece visitas aos seus estúdios de cinema, o Rio também mostra como é produzido seu maior espetáculo. Inaugurada em 2005 e aberta ao público, a Cidade do Samba tem catorze galpões, onde as escolas confeccionam alegorias e fantasias. Abalado por um incêndio no começo do mês, o complexo retomou as atividades no dia seguinte. 


22- Cafona, mas imperdível Pode chamar de brega ou kitsch, pois isso é irrelevante. Os pratos de porcelana com a imagem do Pão de Açúcar podem ser adquiridos durante o passeio de bondinho. Comprar o suvenir tornou-se uma divertida tradição, que não faz vergonha a ninguém. Ou por acaso alguém acha chique aquela miniatura de Torre Eiffel? 


23- Entre o mar e a montanha De um lado, o costão do Morro da Urca. Do outro, o mar até perder de vista. Esses são os limites da pista Cláudio Coutinho, perfeita para uma caminhada ou corrida ao longo de seu pouco mais de 1 quilômetro de extensão. Além de ser uma área militar, com toda a segurança, ali é proibida a presença de ciclistas, skatistas e animais. 


24- Da água à cerveja Erguido em 1723 para abastecer o centro da cidade, o Aqueduto Carioca é o nome de batismo dos Arcos da Lapa. Desativado desde o fim do século XIX, ele virou um cartão-postal do Rio. Por cima de sua estrutura passa o bondinho de Santa Teresa; por baixo, uma multidão de pessoas ávidas por bebericar e se divertir à noite. 


25- Tesouro escondido Trata-se de um minúsculo recanto congelado na história, a poucos metros da Rua Cosme Velho. Habitado em priscas eras por barões e com apenas oito casas, construídas no fim do século XVIII, o Largo do Boticário revela-se uma preciosidade arquitetônica. A quem interessar, há uma mansão à venda no local, ao preço de 2,5 milhões de reais. 


26- O recanto do imperador Endereço escolhido por dom João VI, a Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, ficava em um dos pontos mais valorizados do Rio. Atualmente, abriga um parque, o Jardim Zoológico e o Museu Nacional. O lago com pedalinhos é um atrativo concorrido do lugar, que fica lotado nos fins de semana. 


27- O céu na cúpula do palácio Construído na década de 20 para ser sede da Câmara dos Deputados, o Palácio Tiradentes é, desde 1975, sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Entre outros detalhes ornamentais, exibe um vitral na cúpula que retrata a posição das estrelas na noite de 15 de novembro de 1889, data da Proclamação da República. 


28- Batuque em cenário colonial Um dos caminhos para a Praça XV, o Arco do Teles sempre foi muito movimentado. Ele é remanescente de uma construção setecentista e dá acesso a um conjunto de vielas coloniais. Nos fins de semana, grupos de samba e choro animam os restaurantes e botecos da área. 


29- Um francês legítimo Antes de virar centro cultural, em 1990, a Casa França-Brasil foi Praça do Comércio, funcionou durante 120 anos como Alfândega e, na segunda metade do século XX, sediou o Segundo Tribunal do Júri. Projetado pelo francês Grandjean de Montigny e aberto em 1820, o imóvel é uma atração em si, a despeito das mostras em cartaz. 


30- Oásis de paz Maior parque do Centro da cidade, o Campo de Santana é um refúgio de sossego em meio ao frenesi da região. Entre laguinhos, pontes, jequitibás, patos e gatos, o visitante se desliga da agitação lá fora. O local não tem mais a igreja da qual extraiu o nome, demolida no século XIX. 


31- Um tiro que mudou o país Endereço presidencial até a transferência da capital para Brasília, em 1960, o Palácio do Catete transmutou de epicentro político para centro cultural. Um de seus atrativos é o quarto onde o presidente Getúlio Vargas se suicidou, em 1954. Outro é o aprazível jardim em torno do imóvel.


32- O último baile Construído para ser um posto alfandegário, o castelo da Ilha Fiscal entrou para a história por ali ter sido realizado o derradeiro e suntuoso baile da nobreza, dias antes da Proclamação da República. Administrado pela Marinha, ele está aberto a visitas. 


33- Livre das picaretas Uma das colinas do Centro que escapou do bota-abaixo, o Morro da Conceição mantém seu casario de fachadas mais que centenárias, ruelas sinuosas e escadarias. Destacam-se nesse belo roteiro o Palácio Episcopal e a Fortaleza da Conceição. 


34- A ciência em carne e osso Desde os tempos de dom Pedro II, o Museu Nacional reúne um acervo sedutor, com animais empalhados, ossadas e achados arqueológicos. Entre os destaques, o maior meteorito que já caiu no Brasil, cabeças mumificadas, fósseis de dinossauros e o esqueleto mais antigo das Américas, datado de aproximadamente 11 000 anos atrás. 


35- Uma joia da coroa Primeira residência da corte portuguesa por aqui, o Paço Imperial depois virou sede do governo e cenário de fatos marcantes do passado. Lá foram aclamados dom Pedro I e seu herdeiro, e assinada a Lei Áurea. A exemplo de outros prédios históricos, ele virou um centro cultural, com sala de exposição, biblioteca, restaurante e lojas. Essa relíquia pode ser alugada para festas. 


36- A beleza da lagoa A ciclovia, os parques e quiosques fazem da Lagoa Rodrigo de Freitas um dos locais preferidos dos cariocas. Símbolo do descaso ambiental do passado, ela passa por um processo de despoluição, e todos torcemos para que esteja limpa até o Mundial de 2014. Visto do alto, seu contorno tem o formato de um coração. 


37- A arte de bem receber Símbolo da cidade-balneário, que só no século passado descobriu as delícias da beira-mar, o Copacabana Palace acolheu — e ainda acolhe — políticos, empresários e estrelas internacionais do showbiz. Tem mimos exclusivos, co-mo a área interna perfuma- da com uma essência de capim-limão. 38- Desembarque fascinante Pousar no Santos Dumont é uma viagem ímpar, pois na manobra de aproximação da aeronave o passageiro pode admirar o Pão de Açúcar, a Baía de Guanabara e a Ponte Rio-Niterói. Projetado em 1938, o terminal tem um saguão onde chamam a atenção painéis de 75 metros quadrados retratando Ícaro e seu sonho de voar. 


39- Uma sigla que é unanimidade Principal bandeira do governo estadual, as Unidades de Polícia Pacificadora, ou UPPs, libertaram quase 500 000 pessoas do domínio dos traficantes. Iniciado em 2008, no Morro Dona Marta, o pro-grama está presente em dezessete favelas, e até 2014 deve ser estendido a outras 100 localidades.
40- Visão do paraíso Silhueta emblemática do Rio, a Pedra da Gávea guarda um mirante que é puro deslumbre. De seu topo é possível observar grande parte do Parque Nacional da Floresta da Tijuca, o Corcovado, a Pedra Bonita e as praias de Ipanema e Leblon. 


41- A educação nos trilhos Se o carioca é bem tratado, ele costuma ser recíproco. Prova dessa máxima é seu comportamento no metrô. Lá, salvo em situações episódicas, a civilidade dita o padrão. Os passageiros evitam jogar lixo no chão, não danificam os veículos nem emporcalham as paredes com desenhos ou mensagens.


42- Pés, e olhar, no chão O calçadão de Copacabana buscou inspiração no mar. Há quem ache que em Vila Isabel as pedras portuguesas são mais originais. Berço de músicos do calibre de Noel Rosa e Braguinha, o bairro tem desenhadas no piso partituras da MPB. Só ali é possível caminhar sobre canções como Carinhoso, Pelo Telefone e Aquarela do Brasil. 


43- A “Nasa” do município Com suas oitenta telas e 100 monitores de computador, o Centro de Operações inaugurado pela prefeitura no fim do ano passado lembra os salões da agência espacial americana. A cidade inteira é monitorada dali — tráfego, clima, coleta de lixo. Em Nova York, Singapura, Tóquio e Madri há iniciativas semelhantes. E só. 


44- A final da Copa será aqui A reforma do Maracanã envolve prazos e cifras polêmicas. Entretanto, uma coisa é certa: o Rio de Janeiro sediará a partida final da Copa do Mundo de 2014. 


45- O irmão menor O Maracanãzinho já viu de tudo em sua arena: apupo à dupla Chico Buarque e Tom Jobim em um festival de música, o revolucionário saque “jornada nas estrelas”, criado pelo jogador de vôlei Bernard, e shows como os do Jackson Five, James Brown e Police. Ele faz parte do complexo esportivo desde 1954. 


46- O show da torcida Logística apurada, muita gente trabalhando antes do jogo e, em poucos segundos, acontece a mágica: frases e desenhos são formados nas arquibancadas em apoio ao time. Os mosaicos viraram um espetáculo à parte nos estádios e nos fazem recordar a lágrima da mascote Misha na Olimpíada de Moscou. Por aqui, Fla e Flu foram os pioneiros nessa arte. 


47- Ilha da paz Na pequenina Paquetá não passa carro. Tranquilo, sem casos de violência, o bairro foi tirado do esquecimento graças à notícia de que a casa que pertenceu a José Bonifácio está à venda por 1,8 milhão de reais. 


48- Sombra e água fresca Com uma área de 520 000 metros quadrados, o agradável Parque Lage é formado por um belo casarão de 1832 e pelo jardim que o circunda. Ali ficam a Escola de Artes Visuais e as delícias do Café du Lage, ao pé do Corcovado. 


49- Noites Cariocas O projeto, concebido por Nelson Motta nos anos 80, nasceu na Urca e acabou no Porto. Capitaneado por Luiz Calainho e Alexandre Accioly, tem, além de shows, exibição de filmes, peças, espetáculos circenses e oficinas de arte. 


50- Museu de Arte Moderna Obra-prima modernista, o prédio do MAM foi projetado em 1954 pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy. O acervo atual tem 11 000 obras, 4 000 delas pertencentes à Coleção Gilberto Chateaubriand, considerada o mais completo conjunto de arte moderna e contemporânea brasileira. 


51- Joia arquitetônica Instalado em um histórico prédio de linhas neoclássicas, o Centro Cultural Banco do Brasil é o maior centro de fomento e difusão de cultura da cidade, com exposições memoráveis — e gratuitas. 


52- Uma casa se cinema A antiga residência do embaixador e banqueiro Walther Moreira Salles, na Gávea, foi transformada em belíssimo centro cultural, o Instituto Moreira Salles, com exposições e filmes. Imperdível. 


53- Refúgio para poucos Mantido com zelo por monges beneditinos há 153 anos, o Colégio São Bento, considerado um dos melhores do país, é tricampeão no Enem (2005, 2007 e 2008). Mulheres não entram. 


54- À sombra dos pilotis Com sua peculiar arquitetura e 110 000 metros quadrados de bosques, a PUC carioca é universidade de sonho dos jovens do Rio, em que cursos de ponta convivem com badalação e gente bonita. 


55- Marca “regixxtrada” Com a pronúncia “arrrrrrastada” do R e o chiado característico, o sotaque do carioca é fácil de reconhecer. Essa nossa particularidade é uma herança dos portugueses e, graças às novelas, tornou-se conhecida e imitada em todo o país.


56- Conversa de botequim Nosso papo de bar tem propriedades terapêuticas. Depois de alguns chopes em torno de uma mesa, ninguém precisa de analista. 


57- Educação de primeira Mantido com zelo por monges beneditinos há 153 anos, o Colégio São Bento, considerado um dos melhores do país, é tricampeão no Enem (2005, 2007 e 2008). Mulheres não entram. 


 58- Proteção dupla O padroeiro da cidade é São Sebastião, mas o carioca é devoto mesmo de outro santo guerreiro, São Jorge, que na umbanda é equiparado a Ogum. 


59- Enseada de botafogo Tem 700 metros de extensão e, na verdade, é mais bonita vista à distância, pois a praia em si não é boa para banhos. Com seus barquinhos e o Pão de Açúcar ao fundo, é um dos cartões-postais da cidade. 


60- Central do Brasil A estação onde circulam 600 000 pessoas por dia ganhou projeção internacional como cenário do filme homônimo, de Walter Salles, indicado ao Oscar em 1999. 


61- Pôr do sol no Arpoador É um evento turístico diário e com hora marcada. O mais bonito pôr do sol do Rio lota as pedras daquela pontinha de praia. Os aplausos estão incluídos no espetáculo. 


62- Baixo Leblon Reduto boêmio da Zona Sul, ficou famoso nos anos 80. Recentemente, os tradicionalíssimos Jobi, Pizzaria Guanabara e Bar Diagonal ganharam a companhia de novatos como o Focaccia e o Andy’s. 


63- O boteco pós-praia No Bracarense, o chope bem tirado e os clássicos salgados (como bolinhos de bacalhau e de aipim com camarão e catupiry) continuam imbatíveis, mesmo após a saída do garçom Chico Gomes e da cozinheira Alaíde Carneiro, que abriram o excelente Chico e Alaíde. Rodrigo Lopes 64- O mago do Carnaval Desde 2004, Paulo Barros tem abalado as estruturas do desfile. No ano passado, com inovações surpreendentes, ganhou seu primeiro título. Agora todos aguardam as surpresas de 2011. 


65- Obediência à Lei Seca Estima-se que nos últimos três anos cerca de 5 000 vidas tenham sido salvas em decorrência da dura fiscalização que coíbe o consumo de álcool pelos motoristas. 


66- Rock in Rio Taí boa prova da força da marca “Rio”. A franquia rendeu, além de duas versões locais, filhotes em Lisboa e Madri. Neste ano, a festa será de novo por aqui. 


67- Dois beijinhos Por que é tão difícil para os paulistas lembrar que nós damos dois beijinhos para nos cumprimentar e nos despedir? 


68- A gente se fala Tão carioca quanto o tradicional “aparece lá em casa” sem que endereços sejam fornecidos é a despedida “a gente se fala”. Pelo menos, a segunda tem chances reais de acontecer. 


69- A nossa Hollywood São 4 milhões de metros quadrados, com cidades cenográficas e estúdios onde são gravados programas e novelas da Globo. O Projac é uma fábrica de sonhos. 


70- Stand-up à carioca Moda dos últimos dez anos, revelou talentos do humor como Fábio Porchat, Cláudio Torres Gonzaga e Fernando Caruso. É o pessoal que só precisa de um palco e um microfone para fazer a plateia morrer de rir. 


71- A nova face do humor Retraído e introvertido na adolescência, Marcelo Adnet é especialista em criar músicas e piadas de improviso a partir de um tema sugerido pela plateia. O resultado é sempre hilariante.
74- Sanduíche do Cervantes Cultuada há mais de 50 anos, a combinação de filé-mignon com patê e abacaxi é uma instituição carioca. O segredo é o pão de leite, saído de uma receita caseira. 


75- O cabrito do Nova Capela Procure o nome deste item no Google. Aparecerão 124 menções — a maioria elogiosa. Servido com muito alho e arroz de brócolis, o pernil de cabrito (para alguns, cordeiro) custa 82 reais. 76- Totivendo do Chico e Alaíde Uma espécie de escondidinho de camarão e abóbora ao contrário, o salgado servido em tigelinhas de louça é o carro-chefe do bar no Leblon. 


77- Palmito do Otto Não se trata apenas de uma iguaria, mas de um ritual. O garçom traz o palmito assado na casca e, com uma faca, destrincha o cilindro. O resultado é uma espécie de escultura em cada prato. 


78- Bolinho de Bacalhau do Adonis Em uma esquina feiosa de Benfica nasceu a receita que melhor traduz o petisco-símbolo da cidade, feito com o legítimo Gadus morhua, o bacalhau do porto. 


79- Pastel do Adão O bar, nascido no Grajaú e crescido na Tijuca, em Copa, na Lapa e no Leblon, oferece pastéis de 55 sabores. Apenas na matriz são vendidas 800 unidades por noite. 80 Pataniscas do Pavão Azul Estrelas do apetitoso menu do boteco, as pataniscas de bacalhau (lascas do peixe empanadas em farinha e fritas) são consideradas as melhores da cidade.


81- Feijoada do Antiquarius Oferecida apenas aos sábados, leva quatro dias para ser preparada. As carnes são servidas separadamente, inclusive partes menos requisitadas, como pé, orelha e rabo de porco. 82- Bolinho de Feijoada do Aconchego Carioca Recriação do prato clássico feita pela cozinheira Kátia Barbosa, é crocante por fora e suculento por dentro. De tão bom, atrai uma leva de gourmets à Praça da Bandeira. 83- Circo voador Nascida sob uma lona na Praia do Arpoador, nos anos 80, hoje é uma das mais importantes casas de show da cidade — agora sob os Arcos da Lapa. 


84- Fundição Progresso Crucial na revitalização da Lapa, é um centro de formação de artistas de diversas áreas. Recentemente, passou a promover um interessante concurso de marchas carnavalescas. 


85- Bichos e história O zoo carioca tem 65 anos e uma singular combinação de história e animais. Seu imponente portão de arcos e colunas, por exemplo, foi um nobre presente de casamento a dom Pedro I e à imperatriz Leopoldina. 


86- O samba é um detalhe A cervejaria Brahma criou o conceito de camarotes para celebridades no Sambódromo em 1991. Verdadeiros oásis de mordomias, hoje há dezenas espalhados pela avenida, inclusive o de VEJA RIO. 


87- Cinelândia Antiga concentração de cinemas, tornou-se reduto de manifestações políticas que quase sempre acabam em meio aos chopes do Amarelinho. 


88- Agitos nos armazéns Depois de cuidadosa reforma, os armazéns do Píer Mauá se tornaram concorridos espaços de eventos como Fashion Rio, a festa do especial Comer & Beber, de VEJA RIO, e o projeto Sesc Rio Noites Cariocas. 


89- Aulas no trânsito No Rio, motorista de táxi nunca é apenas motorista. Tem intimidade para falar de tudo ou autoridade para dar aulas de economia e relações internacionais. Ao passageiro, convém concordar. 


90- O gari dançarino Renato Lourenço ficou famoso em 1997, ao cruzar a Marquês de Sapucaí dançando enquanto limpava a pista. Hoje, Renato Sorriso é uma celebridade que varre as ruas da Tijuca. 91 Escadaria psicodélica O chileno Jorge Selarón criou os mosaicos da escadaria que ganhou seu nome em Santa Teresa. São 215 degraus e 125 metros de extensão, com 2 000 azulejos, inteiros ou em cacos. 92 Deborah Colker A coreógrafa ganhou fama ao pendurar dançarinos em uma parede de alpinismo e criar espetáculos para o Cirque du Soleil. Puro orgulho local em metro e meio de criatividade e inquietude. 92- Deborah Colker A coreógrafa ganhou fama ao pendurar dançarinos em uma parede de alpinismo e criar espetáculos para o Cirque du Soleil. Puro orgulho local em metro e meio de criatividade e inquietude.

93- O super-laboratório Do Centro de Pesquisas da Petrobras saem os estudos que permitem à empresa explorar petróleo em águas profundas. Fundado há 47 anos, tem 137 laboratórios e emprega 800 pesquisadores.

94- Notícias dos céus Eficientíssima, a turma do “jornalismo de helicóptero” ajuda nos engarrafamentos, dá dicas sobre o clima e a condição das praias. Gente sortuda essa, que todo dia vê aquela paisagem aos seus pés.

95- Pedalinhos da lagoa Pedalar nas aves gigantes de fibra de vidro, tendo como cenário uma das mais belas paisagens do Rio, é um clássico da cidade que encanta adultos e crianças há cinquenta anos.

96- Olha o jacaré Com 40 hectares, no Recreio, o Parque Chico Mendes reúne espécies de fauna e flora raras e ameaçadas de extinção. Uma delas é o jacaré-de-papo-amarelo.

97- Pegar jacaré Poucas sensações são tão libertadoras quanto descer uma onda, sem prancha, na Praia do Leme.

98- As musas do vôlei de praia Elas arrancam suspiros do público masculino. Entre as beldades, destacam-se Ana Paula, Leila, Maria Clara e Carolina. As duas últimas são filhas de Isabel, musa do vôlei nos anos 80.

99- Letras na madrugada A Banca Piauí, no Leblon, foi uma das primeiras a ficar abertas até altas horas. Alegria dos leitores notívagos, herdou o nome da farmácia que funcionava em frente.

100- Farra literária Criada em 1983, a Bienal do Livro sedia encontros com autores brasileiros e estrangeiros recordistas de vendas, sessões literárias, debates e bate-papos informais. Em 2010, 300 editoras participaram da festa.

101- Marcha, soldado O Colégio Militar, inaugurado no século XIX, se mantém como uma das mais importantes instituições de ensino do país. É tão grande que tem o Morro da Babilônia inteiro dentro de seus limites.

102- Riqueza à beira-mar A Avenida Vieira Souto, a mais cara, mais bonita e mais charmosa do país, se estende por doze quarteirões distribuídos ao longo de 2,2 quilômetros. São 800 cobiçados endereços, onde o metro quadrado chega a 20 000 reais.

103- Ricardo Amaral O rei da noite carioca voltou com tudo. Lançou uma biografia que virou best-seller e agora ressuscitará os bailes de Carnaval no Cais do Porto.

104- Lulu Santos Com 7 milhões de discos vendidos, nasceu no Rio Comprido e hoje vive na Lagoa. Como diz em uma de suas canções, uniu a Zona Norte à Zona Sul — e tornou-se um ídolo carioca.

105- Herbert Vianna O líder dos Paralamas foi criado em Brasília, mas é carioca de espírito. No início, usava óculos e era ignorado pelas meninas do Leblon. Hoje é amado pela cidade inteira.


106- Capitão Nascimento Wagner Moura pode ser baiano, mas o personagem é carioca da gema. O protagonista de Tropa de Elite 1 e 2 até foi promovido no segundo filme, mas para o público sempre será “o capitão”. 107- O charme do lacinho A moda vai e vem, mas o biquíni de amarrar segue impávido como um dos clássicos cariocas. Não há marmanjo que nunca tenha fantasiado o que aconteceria no caso de um puxãozinho.

108- Castelos no calçadão Atração nas praias da Zona Sul, as esculturas de areia fazem a festa dos turistas. Nos fins de semana de maior movimento, os artistas faturam até 200 reais em gorjetas. 


109- Delícia crocante No mercado há quase 60 anos, o Biscoito Globo é um símbolo das praias cariocas. A cada mês são vendidos 2 700 saquinhos da iguaria produzida em uma fábrica no Centro. 110- Ideia geneal O ícone carioca dos cachorros-quentes nasceu meio torto, com um erro crasso de português no nome — era para ser Genial e ficou Geneal mesmo. Mesmo assim é um sucesso. Cont. 


Letícia Pimenta e Lula Branco Martins Fonte http://vejabrasil.abril.com.br

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