111- Areia iluminada Quatro mil e quinhentos pontos de luz distribuídos por dezesseis bairros garantem uma das grandes curtições do verão carioca: ir à praia à noite. Um programaço para enfrentar o calor.

112- Andar com os dedos de fora Os chinelos calçam os cariocas em todas as estações do ano e em praticamente todos os lugares. Na praia, são unanimidade — em diferentes variações de cores e estado de conservação.
113- Agora liberado O mate gelado vendido em tonéis sempre foi um dos símbolos das areias cariocas. Com o choque de ordem foi proibido, mas diante do clamor da clientela acabou liberado. 114- Com hora marcada Popularíssima, a roda de futebol onde se trocam passes sem deixar a bola tocar a areia ganha cada vez mais adeptos, inclusive entre as moças. Mas atenção: o altinho só é permitido em horários específicos.
115- Um posto para chamar de seu Tem carioca que não vai à praia, vai a posto. “Vamos ao 9 hoje?”, diria uma amiga a outra. Traduzindo: as moças pretendem ir ao ponto mais badalado da praia de Ipanema. Ao todo são onze na Zona Sul e seis na Barra.
116- Haja coco Diariamente são consumidas no Rio 42 000 unidades da fruta, a imensa maioria delas à beira-mar, entre uma corridinha e um mergulho. Delícia.
117- A nossa Casa Cor Nascida em São Paulo, a maior mostra de decoração do país ganhou uma cara típica do Rio. A última delas, no ano passado, aconteceu em um belíssimo casarão de 1883, em Laranjeiras.
118- Grupo Matriz Conglomerado que junta a Casa Matriz, o Boteco Salvação (ambos em Botafogo) e o Teatro Odisseia (Lapa), é famoso pelas festas animadas e despretensiosas. Outro filhote é a Loud!, agito realizado no belo Cine Íris, no Centro. Desde seu surgimento, mudou a noite carioca.
119- Entre e fique à vontade Uma vez por ano, os artistas de Santa Teresa promovem o Artes de Portas Abertas, em que escancaram seus ateliês ao público. O clima é de Montmartre. Em 2010 participaram do evento oitenta artistas, 39 ateliês e treze centros culturais.
120- Estação dos filmes Marcado pela exibição de filmes tanto alternativos como de blockbusters comerciais, o Grupo Estação é uma opção aos cineplex. Mesmo nas salas mais acanhadas, conta com um público fiel e dedicado.
121- Farra de cinéfilos O Festival do Rio é a festa dos cinéfilos. No ano passado, 250 000 pessoas assistiram a 300 filmes. É uma chance única para quem curte filmes-cabeça.
122- Exuberância florestal A meia hora de carro da Zona Sul, fica a Floresta da Tijuca, a maior do mundo entre as localizadas dentro de áreas urbanas. Um raro privilégio.
123- Bosque da Barra Uma vasta vegetação de 500 000 metros quadrados funciona como recanto bucólico no bairro dos shoppings e condomínios. Reserva ambiental, reúne áreas de lazer e animais silvestres.
124- Avenida monumental Nascida como Avenida Central em 1904, ganhou o nome atual, Rio Branco, em 1912. Foi aberta na marra, em meio a vielas e casebres, como parte dos planos de civilizar o Rio.
125- No feltro verde Espalhados pela cidade, os salões de sinuca atraem jovens e veteranos do taco. Alguns têm tanta história que são dignos de tombamento.
126- Joia Art Nouveau Fundada em 1894, a Confeitaria Colombo é um monumento ao Rio Antigo. Um chá da tarde é servido em meio a espelhos belgas e lustres de cristal. 127- Vai um cone aí? As temakerias brotaram por todos os cantos da cidade, vendendo cones de alga recheados com arroz, peixe e outros ingredientes, os temakis. Um sucesso japonês que virou a cara do Rio.
128- O Davi dos sanduíches Nascida no Rio, a rede de lanchonetes Bob’s é a única no país a desafiar o McDonald’s, o Golias americano do fast-food. A arma secreta? Milk-shake de Ovomaltine.
129- Redonda caprichosa Feita com ingredientes de primeira e massa crocante, a Capricciosa foi a primeira pizzaria nativa a provar que uma boa pizza não precisa de adereços como ketchup, mostarda ou maionese.
130- Tortas do Leblon O alemão Kurt Deichman desembarcou no Rio em 1939, fugindo da II Guerra Mundial. Trouxe na mala receitas espetaculares de tortas produzidas até hoje na lojinha que leva seu nome.
131- Da cor do pecado Íntimo da alma carioca, o compositor Braguinha já enaltecia que “a mulata é a tal”. E alguém discorda do mestre? Elas ganham ainda mais em evidência no desfile das escolas de samba, quando mesmerizam a Sapucaí. 132- Iguaria que derrete na boca O restaurante Salete é um daqueles pontos comerciais simples, que se distinguem por um produto específico. No caso, suas empadinhas, consideradas por muita gente como as mais saborosas do Rio. Cravada há cinco décadas na Tijuca, a casa oferece três recheios para o salgado: frango, camarão e palmito.
133- A Lapa dá samba Em um movimento espontâneo de gente que decidiu investir no bairro, a Lapa revitalizou-se de dez anos para cá e recuperou sua vocação boêmia. Jovens dos quatro costados da cidade vão ouvir boa música em casas como Semente, Carioca da Gema e Sacrilégio. Surgiu até o chamado “samba da Lapa”.
134- Peixe fresco Entre a Rua Miguel Couto, o Largo de Santa Rita e a Rua do Acre, nas imediações da Praça Mauá, fica o chamado Beco das Sardinhas. Ali se concentram restaurantes simples que servem a iguaria à milanesa.
135- Banho de loja no mercadão Às vésperas de seu cinquentenário, o Centro de Abastecimento e Distribuição do Estado da Guanabara (Cadeg), em Benfica, se renova a fim de ampliar sua lista de frequentadores. O entreposto ganhou três restaurantes elaborados, e em breve terá também climatizadores e uma nova iluminação.
136- Do barco para o prato Referência na venda de pescados na Barra, o Mercado do Produtor reúne vinte boxes com peixes e frutos do mar sempre frescos. A fama do local foi impulsionada pelo concorrido restaurante La Plancha, que fica nos fundos do mercado e abre 24 horas (exceto às segundas-feiras).
137- Vem pro Bola meu bem O quase centenário Cordão da Bola Preta é um acontecimento do Carnaval. No sábado da festa, mais de 1 milhão de pessoas invadem a Cinelândia para o desfile do bloco, no embalo da marchinha Quem Não Chora Não Mama.
138- Bairro-cabeça Próximo do Centro, mas com um prudente resguardo do burburinho, Santa Teresa concentra moradores que compartilham os gostos e as opções profissionais. Com seu casario antigo, a região é conhecida por agregar intelectuais e artistas.
139- Em meio às ruínas Em sua residência de Santa Teresa, a mecenas Laurinda Santos Lobo promovia saraus de música e literatura. Convertido em centro cultural, o palacete do Parque das Ruínas vale a visita nem que seja para admirar de seu mirante vários cartões-postais do Rio. 140- O melhor vem no começo Na rede de restaurantes La Mole, a parte mais gostosa são as preliminares. Trata-se de uma referência ao couvert do estabelecimento, uma autêntica refeição que leva à mesa pães quentes, pastas, frios e biscoitos. Acredite: tem até quem peça a porção para ser entregue em casa.
141- Trem da alegria Para comemorar o Dia do Samba (2 de dezembro), partideiros ocupam os trens da Supervia numa deliciosa viagem musical da Central até Oswaldo Cruz. Tudo bem organizado, com um vagão para cada grupo e horário estabelecido, em um prazeroso espetáculo itinerante.
142- O bonde da história Só em Santa Teresa o deslocamento ainda é feito em bondes, que fazem uma interessante conexão entre passado e presente, margeando um belo casario e mansões magníficas do bairro. O meio de transporte foi implementado ali em 1896 e resiste até hoje.
143- Com a bênção da dindinha Beth Carvalho amadrinhou uma leva de talentos do samba: Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Jorge Aragão, Arlindo Cruz e Luiz Carlos da Vila, para citar alguns. Não fosse isso o bastante, ela é uma das melhores intérpretes de Cartola e Nelson Cavaquinho.
144- Suingue sangue bom Dois talentos destacados de uma safra recente da música brasileira se moldaram artisticamente na cidade: Mart’nália e Seu Jorge. Ela, filha de Martinho da Vila, de quem herdou a verve sambística; ele, filho das ruas (foi sem-teto) e com repertório que vai do jongo ao soul.
145- O Batman do metrô O super-herói dá plantão na Estação Arcoverde, em Copacabana. Um dos engenheiros responsáveis pela obra viu que a saída para ventilação no teto parecia uma caverna. O que ele fez, então? Colocou o símbolo do homem-morcego no local. Uma gaiatice tipicamente carioca. 146- O agito na Varnhagen É o Baixo Gávea tijucano. Em torno da praça há bares e restaurantes que se tornam pontos de encontro de jovens até altas horas nos fins de semana.
147- Vida de interior Os moradores do subúrbio se orgulham de sua região e estilo de vida que preserva hábitos antigos — entre eles, a garotada soltando pipa nas ruas e os vizinhos se reunindo nas calçadas para animados bate-papos regados a cerveja.
148- Embaixada do Nordeste Ponto de encontro de cariocas e imigrantes nordestinos saudosos da terra natal, a Feira de São Cristóvão reúne barracas com produtos típicos daquela região, da culinária a folhetos de cordel. A integração dita o ritmo, com repentistas e DJs se alternando nas caixas de som. 149- Musa sem prazo de validade Apesar de nascida em Mato Grosso do Sul, a modelo Luiza Brunet tornou-se um ícone da beleza carioca. Radicada no Rio desde a infância, ela vai desfilar como destaque na Passarela do Samba pela 27ª vez, prestes a completar 49 anos.
150- “Evandro Mixxxquita” Fundador da carioquíssima Blitz, banda desbravadora do rock brasileiro nos anos 80, Evandro Mesquita é a personificação do “menino do Rio”, e não só pelo sotaque carregado e fala cheia de ginga. Fã de surfe e futebol de praia, ele parece sempre em lua de mel com a vida.
151- Ídolo da massa Com o perdão do trocadilho, o Galinho de Quintino é carioca da gema. Ídolo da maior torcida da cidade e do país, o rubro-negro Zico se reencontrou com sua terra natal após uma série de temporadas no exterior como jogador e técnico. Ele mora na Barra e é torcedor fanático da Beija-Flor. 152- Oui oui, a França é aqui A influência do país de Asterix por aqui vai muito além do champanhe que estouramos no réveillon. Desde a chegada da Missão Artística de lá a convite de dom João VI, em 1816, esse legado se faz presente com força na culinária, na arte e na arquitetura — a exemplo da Casa França-Brasil, do Copacabana Palace e da Praça Paris.
153- Vitrine fashion O mundinho da moda não vive apenas de vaidade. Desde que o Fashion Rio foi criado, em 2000, as exportações do setor cresceram de 9,2 milhões de dólares para 21,2 milhões de dólares por ano.
154- Música pra pular brasileira O jornalista Marcelo Janot começou a despontar como DJ ao fazer uma festa só com canções nacionais. Chamado de Brazooka, o embalo lhe deu notoriedade a ponto de tocar para 1 milhão de pessoas na abertura do show do Rolling Stones em Copacabana.
155- O cronista do Leblon As novelas de Manoel Carlos transportam a imagem do Rio para o Brasil e o mundo, com foco especial em seu bairro, o Leblon, cenário frequente de suas tramas. Maneco também cativa os leitores de VEJA RIO com seus comoventes textos publicados a cada quinzena.
156- Um craque soberbo Marrento, frasista, atrevido, malandro e mulherengo. O fora de série Romário jamais se imaginou um modelo para ninguém. Ao se aposentar dos campos, nos quais fez mais de 1 000 gols, ele iniciou carreira na política e é um dos representantes do Rio na Câmara dos Deputados. Sem abandonar, é claro, seu futevôlei sagrado.
157- Ele está em todas O jornalista, compositor, escritor e produtor musical Nelson Motta testemunhou de perto episódios marcantes da história recente da cidade. Viveu intensamente a era dos festivais, ajudou o rock brasileiro a se consolidar, deu força a novatos como a cantora Marisa Monte e ainda escreveu a biografia de Tim Maia.
158- São Paulo tão perto É muito bom saber que os restaurantes estrelados, as baladas grifadas e a elogiada cena teatral paulistana estão a apenas cinquenta minutos de voo. Um roteiro sob medida para um fim de semana.
159- São Paulo tão longe É ótimo saber que os engarrafamentos na capital paulista, que muitas vezes paralisam tudo, estão a mais de 400 quilômetros de distância da nossa cidade, com uma Via Dutra inteira a nos separar.
160- O cinco-estrelas do Eike Imponente e classudo, o Hotel Glória ficou famoso por receber artistas e políticos e realizar concursos de fantasia que eram o assunto da cidade no Carnaval. Comprado pelo empresário Eike Batista, o Glória passa por uma ampla reforma para virar um estabelecimento de altíssimo luxo.
161- O ninho da Águia Antiga residência de Rui Barbosa, a mansão na Rua São Clemente, em Botafogo, foi preservada com os pertences do jurista e o mobiliário de época. Destaque para a biblioteca com 35 000 volumes, reforçada ao longo dos anos por outras coleções. Aprazível por dentro e por fora, o casarão possui um convidativo jardim.
162- Fernanda mãe É irresistível chamá-la de monstro sagrado da dramaturgia, ou de a primeira-dama do teatro brasileiro, ou mesmo de Fernandona. Todos os chavões fazem jus ao talento de Fernanda Montenegro, uma carioca de enorme talento e vitalidade. 163- Fernanda filha Legítima herdeira da habilidade para representar da mãe, Fernanda Torres há muito adquiriu intenso brilho próprio. Adepta das caminhadas na Lagoa, ela de quebra revelou-se uma bela cronista da cidade nas páginas de VEJA RIO.
164- Grande e bela Imponente e monumental, a Igreja da Candelária começou a ser construída em 1775, mas só foi totalmente concluída em 1931, mais de 150 anos depois.
165- Pérola do subúrbio A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, no Largo da Carioca, é um tesouro barroco. Com 400 quilos de ouro enfeitando seus altares, é a maior concentração do metal precioso próxima de uma estação do metrô no país.
166- Catedral evangélica Os evangélicos neopentecostais também têm suas catedrais na cidade. A mais imponente delas, da Igreja Universal, fica em Del Castilho e tem capacidade para 15 000 fiéis sentados. É a maior da América Latina.
167- Barroco junto ao Metrô A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, no Largo da Carioca, é um tesouro barroco. Com 400 quilos de ouro enfeitando seus altares, é a maior concentração do metal precioso próxima de uma estação do metrô no país.
168- Herança colonial Vizinho da igreja acima, o Convento de Santo Antônio passa despercebido. Uma injustiça. A igreja, erguida no século XVII, é um dos mais importantes testemunhos da arquitetura colonial no país.
169- Bonita por dentro O interior da Catedral Metropolitana, no bairro da Lapa, é um espetáculo: vitrais gigantescos, pé-direito de 70 metros e capacidade para 20 000 fiéis. Vista de fora, no entanto, é feia de doer.
170- Inovação na forma Erguido em 1739, o Outeiro da Glória trouxe uma grande inovação no barroco: a nave octogonal. Com 8 000 azulejos formando seis dezenas de painéis, é um lugar lindo para casamentos e batizados, com direito à vista da baía.
171- Cabeças coroadas Na Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo respira-se a história. É a única das Américas a ser palco da consagração de um rei (dom João VI) e dois imperadores (dom Pedro I e dom Pedro II).
172- Do Leme ao Pontal Magistral, o verso de Tim Maia traduz em quatro palavrinhas a vastidão e exuberância de 40 quilômetros de praias do Rio.
173- Edifícios com apelido Um hábito curioso dos cariocas é dar apelido aos prédios da cidade. Um dos mais famosos é o Balança Mas Não Cai, na Avenida Presidente Vargas. A sede da prefeitura, na Cidade Nova, virou na linguagem popular o Piranhão.
174- Bastião em Copa Inaugurado em 1938, o Roxy é um remanescente da era de ouro do cinema de rua. Mesmo com a sala gigantesca subdividida em outras três, ainda resiste firme.
175- Gatos e ratos Nenhuma cidade brasileira concentra tantas celebridades. Também nenhuma outra tem a legião de fotógrafos que, com teleobjetiva a postos, as perseguem pelas ruas e praias.
176- Sopa de letrinhas Cidade musical por excelência, o Rio é também o paraíso dos MCs e dos DJs. Os primeiros povoam os bailes funk do subúrbio, os últimos, a noite eletrônica e descolada.
177- O pé de valsa de Botafogo Em sua academia, Carlinhos de Jesus ensinou muita gente a soltar a cintura. E ainda injetou criatividade na comissão de frente da Mangueira.
178- O milésimo gol do Rei Foi aqui, no Maracanã, que Pelé, então jogador do Santos, cravou a marca histórica, em um pênalti contra o Vas-co em 1969. 179- Hino com grife Testemunho do passado grandioso do clube, o hino do América foi composto por Lamartine Babo, seu torcedor fanático.
180- Gigante dos esportes Se Pelé foi o rei dentro de campo, João Havelange reinou do lado de fora. Nadador e jogador de polo aquático, ele foi presidente da Fifa por 24 anos. Entre seus feitos está tornar o futebol uma paixão e um grande negócio global.
181- O chefão da estrela solitária O técnico Joel Santana, do Botafogo, é quase imbatível quando o assunto é Campeonato Carioca. De prancheta na mão e bom humor nas entrevistas, é figura querida até por adversários.
182- Ele manda no vôlei Bernardinho é o cara quando se trata de voleibol. Ele simplesmente detém mais de trinta títulos, um recorde na história do esporte. Não por acaso, é o técnico da Seleção Brasileira Masculina desde 2001.
183- Luxo de campeão Com lustre de cristal e vitrais franceses, o Salão Nobre do Fluminense é uma beleza. Foi cenário para filmes como Dona Flor e Seus Dois Maridos e séries de TV como Anos Dourados.
184- “Gentileza gera gentileza” Bordão de José Datrino, nascido em 1917, em São Paulo, falecido em 1996. A máxima nasceu pichada em um muro e hoje estampa camisetas e adesivos. 185- O artífice da beleza Ivo Pitanguy, o mais conceituado cirurgião plástico do Brasil, escolheu o Rio para morar, trabalhar e — por que não? — curtir a vida.
186- À altura do titular O Estádio João Havelange foi levantado para o Pan 2007. Como o Maracanã, passou a ser conhecido pelo nome do bairro onde foi construído. Bonito e moderno, o Engenhão terá papel fundamental na Olimpíada de 2016. Por ora, ele substitui o outrora “maior do mundo”, fechado para obras, e recebe os clássicos do Estadual.
187- A musa do piscinão de Ramos A atriz Regina Casé floresceu à sombra do besteirol nos anos 80 e se tornou símbolo do bom humor. Aos personagens impagáveis na TV ela junta incursões à periferia, como a que lhe deu o título de a Musa do Piscinão de Ramos.
188- A ex do Eike Mulher do homem mais rico do Brasil quando ele ainda era um ilustre desconhecido, Luma de Oliveira foi a responsável pelo upgrade das rainhas de bateria. Depois de anos afastada, volta agora ao Carnaval como musa do camarote de uma cervejaria. 189- A estátua do velho guerreiro O animador de auditório Chacrinha jogava bacalhau para o auditório e dava um abacaxi aos piores calouros. Ganhou merecida homenagem com uma estátua no Jardim Botânico.
190- Rede de botecos Até os botequins podem ter seu lado de corporação. É o que provam as redes Devassa, Botequim Informal, Conversa Fiada e Belmonte.
191- O boneco do xixi Mau exemplo para a molecada que se alivia nas ruas da cidade, a fonte com o menininho fazendo pipi é uma réplica do Manneken Pis, de Bruxelas.
192- Paraíso dos gringos A Zona Sul do Rio é o reduto mais cosmopolita do país. Os estrangeiros são tantos e falam tantas línguas diferentes que ninguém repara mais.
193- Da tv ao cinema Carioquíssima, a produtora Conspiração Filmes surgiu em 1991 para fazer peças publicitárias e videoclipes. Hoje é uma potência do cinema, com filmes como 2 Filhos de Francisco e Lope.
194- A pequena notável Como o próprio nome deixa claro, a Prainha é acanhada. Localizada entre Grumari e o Recreio dos Bandeirantes, tem apenas 150 metros de extensão e é protegida por morros cobertos de Mata Atlântica. Completam a paisagem de beleza única a areia clara e a água cristalina, com ondas sob medida para os surfistas.
195- Nada de bolsas na pista Na Estudantina e na Elite, gafieiras tradicionalíssimas, dançar coladinho é uma arte. A música, tocada ao vivo, mistura samba com boleros. Entre as regras expostas na parede está a proibição de bolsas na pista.
196- À beira do penhasco Que paisagem é aquela? Que marzão é aquele? A Avenida Niemeyer é um bálsamo para quem está preso no trânsito entre a Barra e o Leblon. Basta olhar para a direita.
197- Pérola escondida Com apenas 100 metros de comprimento, a Praia da Joatinga fica próxima de São Conrado. Para chegar a ela, você tem de pedir “por favor” ao porteiro de um condomínio e, depois, descer a pé por escada íngreme.
198- A bela sem pudor Em sua vida fugaz — ela morreu aos 27 anos, em 1972 —, Leila Diniz brilhou com uma intensidade raramente vista. Desbocada, linda e ousada a ponto de no final da gravidez ir à praia de biquíni (nenhuma mulher fazia isso), ela virou um ícone da liberação feminina. 199- Ao balanço das horas Desde os anos 40, o relógio da Central marca o tempo no Centro, a 110 metros de altura. O ponteiro de minutos mede 7,5 metros, e o das horas, 5,35 metros. Juntos, os dois pesam 450 quilos.
200- Cachaça de primeira Essa é para quem não tem vergonha de apreciar uma boa pinga. Na Academia da Cachaça do Leblon, é possível sorver destilados refinados como a carésima Anísio Santiago, de Minas Gerais. Cada dose sai a 28 reais.
201- Ciclismo O Rio é o paraíso das bicicletas. Só de ciclovias são quase 150 quilômetros de pistas. O objetivo é chegar a 300 quilômetros até 2012, marca que nenhuma outra cidade brasileira alcançou.
202- Corrida À beira do mar ou da Lagoa, a corrida faz parte da vida do carioca. Estima-se que 200 000 pessoas pratiquem o esporte na cidade. O cenário, com certeza, é um estímulo a mais.
203- Frescobol Criação genuinamente carioca, surgida após o fim da II Guerra Mundial nas areias de Copacabana. Bom para queimar calorias (250 por hora) e se bronzear ao mesmo tempo. Flavio Veloso
204- Remo Todos os dias, ainda antes do amanhecer, remadores do Flamengo, do Botafogo e do Vasco da Gama cruzam em grupo as ruas em torno da Lagoa carregando seus barcos. Cena típica carioca.
205- Surfe O esporte tem a cara do Rio desde quando nem era considerado coisa muito séria. Hoje atrai praticantes de todas as idades e ainda é usado como elemento de integração social em projetos filantrópicos.
206- Futebol na areia Difícil à beça de jogar, a prática cresceu entre nós pelas mãos (e pés) de Júnior, Júnior Negão, Edinho e Cláudio Adão, entre outros. Já popular, ganhou a alcunha de beach soccer.
207- Voo livre Esporte que sempre se confundiu com programa turístico, alcançou novo patamar a partir do trailer da animação Rio, de Carlos Saldanha, criador da grife A Era do Gelo.
208- O bairro do Roberto Com seus traços característicos e arrojados vãos livres na fachada, a sede da Petrobras é há quatro décadas um dos marcos da Esplanada de Santo Antonio, no Centro.
209- O mercado do povão Criado há cinquenta anos, o Mercadão de Madureira é uma feira de comércio popular frequentada por 80 000 pessoas por dia. Esse número quase dobra nas datas festivas.
210- Ousadia na esplanada Com seus traços característicos e arrojados vãos livres na fachada, a sede da Petrobras é há quatro décadas um dos marcos da Esplanada de Santo Antonio, no Centro.
211- Buraco do Lume A Praça Mario Lago é território de manifestações políticas e encontros do gênero, principalmente às segundas e sextas. Quando a fome bater, o cachorro-quente de linguiça do Bar do Gaúcho está logo ali, à disposição.
212- Clássico tijucano No mapa da boemia, o boteco Dona Maria é frequentado por compositores como Aldir Blanc e Moacyr Luz, seus vizinhos da Rua Garibaldi, na Usina, Tijuca. Destaque para a feijoada. Mas a grande pedida é o bolinho de vagem.
213- O faz-tudo do showbiz Muitos podem se perguntar: qual é a profissão do Luiz Carlos Miele? Cantor? Mais ou menos. Apresentador? Humorista? Pode ser. Produtor de shows na bossa nova, esse paulista é um típico caso de carioca por vocação.
214- Aqui pode pôr Ketchup Um dos símbolos do Leblon, a Pizzaria Guanabara entra na lista pela badalação. Já a pizza é tão sofrível que adicionar ketchup e mostarda à cobertura não é nenhuma heresia.
215- Bicho-grilo com grana A Feira Hippie de Ipanema, na Praça General Osório, é alternativa só na fachada. O grande negócio é atender ao hippie chique, ao turista gringo e ao bicho-grilo endinheirado.
216- O nosso cisne Primeira-bailarina do Theatro Municipal do Rio desde 1981, Ana Botafogo é, de longe, a bailarina clássica mais popular do país. Prêmio pela paixão, disciplina e dedicação de uma artista que dança com graça há 35 anos. 217- “Atirou, entrooou” O grito é a marca registrada do mais experiente locutor esportivo da rádio carioca, José Carlos Araújo. Conhecido como Garotinho, ele tem outros cacos, como “golão, golão” e “voltei”.
218- O criador da louraça belzebu Observador agudo do comportamento carioca, o compositor Fausto Fawcett tem dois clássicos no currículo: Kátia Flávia e Rio 40 Graus.
219- Mineiro do Rio O cartunista, chargista e escritor Ziraldo, que há décadas mora na cidade, sempre emprestou seu traço a várias causas, como a Feira da Providência. É também um dos fundadores da Banda de Ipanema. Embora tenha nascido em Caratinga (MG), é carioca de coração.
220- Pioneiro do funk Fernando Luís Mattos da Matta, o DJ Marlboro, é um ídolo no subúrbio. Está na ativa desde 1977, época em que organizava festinhas conhecidas como hi-fi.
221- Big band descolada Fundada em 2002 por descolados como Rodrigo Amarante (dos Hermanos), Moreno Veloso, Nina Becker, Thalma de Freitas e Rubinho Jacobina, a Orquestra Imperial deu uma pegada contemporânea à gafieira. 222- Igualzinho a Portugal Ao forno, com purê de batatas, cebola e maionese, o bacalhau é o carro-chefe do Adegão Português, tradicional restaurante de São Cristóvão. Vale a visita.
Cont. Letícia Pimenta e Lula Branco Martins Fonte:http://vejabrasil.abril.com.br
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