[...]a sua alegria é sem espírito, alegria de caserna, não tem talento e é perdulário. É um desses homens que o céu criou para comer e digerir quatro refeições por dia, dormir, amar a primeira que lhe aparece e bater-se. Não compreende a vida. O seu bom coração, porque o tem, levá-lo-á talvez a dar a bolsa a um desgraçado, a um camarada; porém, é um indiferente, e não possui essa delicadeza de coração que nos torna escravos da felicidade de uma mulher; é ignorante, egoísta... e muita coisa mais.
Honoré de Balzac in: A Mulher de Trinta Anos
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