Se não me engano, se todos os sinais que se vão acumulando são precursores duma
nova transformação brutal da minha vida, então tenho medo. Não que a minha vida
seja rica, importante, nem preciosa. Mas tenho medo do que vai nascer, apoderarse
de mim - e arrastar-me... arrastar-me para onde? Vou ter outra vez de partir,
deixar tudo em meio[...]
Voltarei a acordar daqui
a alguns meses, daqui a alguns anos, derreado, desiludido, no meio de novas
ruínas? Queria ver claramente o que se passa em mim, antes que seja tarde demais.
Jean-Paul Sartre in: A Nausea

Nenhum comentário:
Postar um comentário