segunda-feira, 11 de abril de 2011

A QUEIMA DE LIVROS





Quando o regime ordenou que fossem queimados
publicamente
Os livros que continham saber pernicioso, e em toda parte
Fizeram bois arrastarem carros de livros
Para as pilhas em fogo, um poeta perseguido
Um dos melhores, estudando a lista dos livros queimados
Descobriu, horrorizado, que os seus
Haviam sido esquecidos. A cólera o fez correr
Célere até sua mesa, e escrever uma carta aos donos do poder.
Queimem-me! Escreveu com pena veloz. Queimem-me!
Não me façam uma coisa dessas! Não me deixem de lado! Eu não
Relatei sempre a verdade em meus livros? E agora tratam-me
Como um mentiroso! Eu lhes ordeno:
Queimem-me!

(Brecht; poemas - 1913-1956. Trad. Paulo Cesar Souza. Brasiliense, 1986. p. 194.)





Conta a lenda que Sigmund Freud, ao saber sobre o acontecido, comentou que “É um grande progresso em relação à Idade Média. Agora queimam meus livros, naquela época eu mesmo seria jogado na fogueira.”

Quase um século depois, os alemães admitem envergonhados que os nazistas alcançaram seu objetivo. Não acabaram com Freud, Bertolt ou Mann, mas fizeram desaparecer a obra de numerosos autores contemporâneos menores.

Clique no link você terá o prazer de conhecer o www.lendo.org um site excelente. 

Poderá ler a matéria completa que não é muito extensa.

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