Elas em seus hábitos brancos e véu negro, a mostra apenas rostos angelicais, que abriram um belo, largo e afetuoso sorriso assim que me viram. Talvez elas não vissem uma criança tão próxima há muitos anos, tamanha foi a emoção. Um encantamento mutuo. Mariazinha também ficou encantada, mas sempre escondida atrás do pai. Foi o encontro escondido mais bonito de sua vida. Depois das apresentações e dos sorrisos iniciais explicaram ao meu pai que era proibido a entrada de crianças na Clausura e o contato direto com elas. Sendo assim o passeio seguiu as escondidas. Fui levada há um grande galpão onde era feito doce em um enorme tacho de cobre em um gigantesco fogão de barro. O cheiro que senti aquele dia nunca mais saiu de minha memória.
E com mais ou menos seis anos, decidi o que queria ser quando crescesse.
Uma religiosa de clausura. Uma monja contemplativa. Uma esposa de Cristo.
Mas antagonicamente nessa mesma época Mariazinha conheceu o travesseiro. Tinha apenas seis anos quando descobriu que o travesseiro não servia só para colocar a cabeça durante a noite. Que também, causava-lhe uma agradável sensação quando colocado no meio das pernas. Como ela descobriu não se sabe. Mas descobriu, gostou e fazia constantemente até que: estava ela com o travesseiro em um esfrega esfrega inocente, nesse exato momento sua tia passou e viu a cena. Malvada tia, a apavorou com as seguintes palavras: “O que isso que você estava fazendo menina, Sua mãe já viu isso? Se ela ficar sabendo vai te dar uma surra”.
A maldade está nos olhos de quem vê, pois naquela época ainda não estava na mente da pobrezinha. Aquele dia a menina fez tudo que podia para agradar a maldita da fofoqueira da tia. Mas na sua ingenuidade, não demorou muito para esquecer o episódio.
Certo dia vendo TV com sua mãe, Mariazinha pega o travesseiro e coloca disfarçadamente no meio das pernas, mas mesmo no escurinho da sala, não demorou para a mãe perceber o esfrega esfrega de menina. E foi aquele sermão e uma ameaça: se eu ver você fazendo isso de novo você vai se ver comigo. Naquele dia Mariazinha entendeu que o travesseiro na frente dos outros só servia para dormir. E assim foi. Toda vez que ela queria brincar de casinha com o travesseiro ela procurava um lugar tranqüilo e longe do olhar inquisidor dos outros. Mas não largou mais a prática. Por outro lado ia à missa quase todos dias...
Mas antagonicamente nessa mesma época Mariazinha conheceu o travesseiro. Tinha apenas seis anos quando descobriu que o travesseiro não servia só para colocar a cabeça durante a noite. Que também, causava-lhe uma agradável sensação quando colocado no meio das pernas. Como ela descobriu não se sabe. Mas descobriu, gostou e fazia constantemente até que: estava ela com o travesseiro em um esfrega esfrega inocente, nesse exato momento sua tia passou e viu a cena. Malvada tia, a apavorou com as seguintes palavras: “O que isso que você estava fazendo menina, Sua mãe já viu isso? Se ela ficar sabendo vai te dar uma surra”.
A maldade está nos olhos de quem vê, pois naquela época ainda não estava na mente da pobrezinha. Aquele dia a menina fez tudo que podia para agradar a maldita da fofoqueira da tia. Mas na sua ingenuidade, não demorou muito para esquecer o episódio.
Certo dia vendo TV com sua mãe, Mariazinha pega o travesseiro e coloca disfarçadamente no meio das pernas, mas mesmo no escurinho da sala, não demorou para a mãe perceber o esfrega esfrega de menina. E foi aquele sermão e uma ameaça: se eu ver você fazendo isso de novo você vai se ver comigo. Naquele dia Mariazinha entendeu que o travesseiro na frente dos outros só servia para dormir. E assim foi. Toda vez que ela queria brincar de casinha com o travesseiro ela procurava um lugar tranqüilo e longe do olhar inquisidor dos outros. Mas não largou mais a prática. Por outro lado ia à missa quase todos dias...
Continuo quando me der vontade, mas posso adiantar que, anos se passaram e ela adentrou o claustro dessa vez pelo portão da frente, e o travesseiro, continuou a fazer-lhe companhia ...


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