quinta-feira, 14 de abril de 2011

Mulheres dão excelentes namoradas.


Dedico a primeira linha deste blog à essa magnifíca frase, proferida pelo brilhante Maneco Pires.
O mesmo homem que, um dia, questionou um dos fundamentos da existência com a seguinte indagação: mas afinal, bacalhau é um peixe, ou um processo?Através dessa sutil reflexão, ainda que em tom de advertência para as futuras gerações de rapazes desavisados, Maneco sugeria que após o casamento, aquelas doces garotinhas, educadas em colégios de freiras, que se lavam com Dove e raspam as genitálias, fazendo-as parecer com o bigodinho de Charlie Chaplin, se transformam em traiçoeiras madrastas.
Ter o poder de produzir filhos e moldá-los à sua imagem e semelhança não é suficiente para elas.
É indispensável também, torcer, dobrar e domesticar o pobre coitado que agora, divide tudo o que vierem a ter e o que ele, quando pessoa física solteira, já possuía, como seu sobrenome, por exemplo.
Nada mais lhe pertence.
Ironicamente, mulheres não suportam a presença constante do esposo.
Mulheres adoram estar casadas, mas odeiam o marido em casa.
O bom marido é aquele que paga as contas, leva as crianças para a escola, aquele sujeito que elas vêem no momento em que ele sai para o trabalho, ou que encontram já no terceiro sono, capotado, morto, de bico calado, inerte, passivo, ausente, no bom sentido da palavra.
Contudo, maridos roncam, produzem odores, suores e, às vezes, durante a madrugada, se viram para o lado à procura de uma fenda escorregadia, ou o primeiro orifício que encontrarem.
Se você for um entusiasta das artes da prospecção, mas casado com uma mulher não muito afeita ao sexo, pelo menos com você, e, se por acaso, nessa busca sonolenta de um lugar para estacionar o assim chamado bigolim, avançar pelo interior da cavidade seca, ainda pode acabar sendo denunciado por atentar contra a natureza.
A história da sociedade humana demonstra que esposa não é parente.
Parente é pai, mãe, irmãos e filhos.
Esposa é um inimigo em estado de suspensão que, à qualquer hora, pode ser desperto de sua hibernação.
Reconheço, contudo, que a habilidade de gerar crianças, é um ato de renúncia e dedicação.
Por outro lado, esse é o único sacrifício a que as mulheres se submetem.
Nós não.
Nós somos obrigados a agüentar tudo.
Alguns milhões de anos de evolução, nos fizeram capazes de suportar os mais atrozes suplícios mentais, resistir à privação de direitos elementares, toda sorte de humilhações, do almoço de domingo na casa da sogra, ao natal no duplex recém inaugurado do genro bem sucedido, ou, o que é pior, mal sucedido, pois sempre há o risco de o picareta lhe garfar uma grana emprestada, ou propor algum negócio impossível.
Como o elemento ativo na reprodução da espécie, imbuídos da responsabilidade que a conquista do topo na cadeia alimentar nos atribuiu, podemos tolerar qualquer coisa: sermos chamados de viados, quando não damos conta do recado, de incapazes, quando não sabemos como trocar um fusível, de fracassados, quando o dinheiro está curto.....
Homens de verdade, têm o pau médio e o ego pequeno.
Suportamos as piores intempéries.
Só há uma coisa que nos tira do sério, que nos faz voltar à nossas origens cro-magnon e que pode ser resumida nessa pergunta: 
Quem pegou o controle remoto??!!!
Zoca Moraes


:)

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