terça-feira, 1 de março de 2011

446 anos do Rio de Janeiro

327 Poltrona mole Antes de Sérgio Rodrigues, pouco havia do que se pudesse considerar uma arte marcadamente brasileira no design de móveis. Autor, em 1957, da Poltrona Mole, hoje parte do acervo do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), não foi à toa que este carioca ganhou fama nacional e internacional, a ponto de ser citado na enciclopédia Delta Larousse como “o criador do móvel brasileiro”. 


328 O baixo bebê O quiosque em frente à Rua General Venâncio Flores, no Leblon, é ideal para quem gosta de levar os filhos à praia. Ali há uma área cercada onde os pequenos se divertem nos brinquedos de plástico, com toda a segurança. Mas não se espante se os paparazzi fizeram plantão. Afinal, o local é frequentado por mães famosas e seus filhos, entre elas Fernanda Lima, Maria Paula e Alessandra Negrini. Fraldário e toalhas umedecidas são por conta da casa. 


329 Mini-Soho Três galerias, duas delas muito próximas uma da outra, transformaram a Gávea na sucursal da simpática região de Nova York, coalhada de espaços dedicados à arte contemporânea, lojas e restaurantes bacanas. As de Silvia Cintra e Anita Schwartz chamam atenção pelo design moderno dos prédios e acervos de primeira. Em outro ponto nobre do bairro, mais para o alto, Mercedes Viegas recebe os visitantes em seu bucólico casarão. 


330 Simples, mas perfeito Da cozinha do chef Alain Caro, do Lé Blé Noir, saem crepes salgados e doces feitos com trigo-sarraceno. Fininhos e crocantes, eles chegam à mesa com recheios variados. O de queijo de cabra, figos caramelizados ao vinho do Porto, presunto cru e farofa de nozes é ótimo. 


331 Sucesso mundial Cosmopolita e internacional como o Rio, o carioca Antonio Bernardo interrompeu a faculdade de engenharia para dedicar-se à pesquisa e ao design de joias. Autoditada, tornou-se um dos mais badalados profissionais na área. Da primeira loja, no Shopping da Gávea, à condição de um dos mais bem pagos designers do Brasil, somam-se três décadas, nove pontos próprios, presença em países como Estados Unidos, Alemanha, Itália, Suíça e Espanha, e uma marca consolidada. 


332 De livros a roupas Carregada de história, a Praça XV abriga aos sábados uma tradicional feira de antiguidades. Para os colecionadores, é um achado. Ali se vende de tudo: livros, vinis, pôsteres, quadrinhos, suvenires, fotografias, móveis e até roupas antigas. 


333 Cinema com as crianças Em uma turma de discussão pela internet sobre maternidade, uma mãe (cinéfila) declarou que sentia falta de ir ao cinema após o nascimento do primeiro filho. O grupo se organizou e dez mães com seus bebês batizaram a primeira sessão de CineMaterna no Rio. Era fevereiro de 2008. Em poucos meses, a ideia foi acolhida pelas redes de salas, espalhou-se pelo país e as sessões amigáveis para bebês abrangem hoje catorze cidades. 


334 Na luta contra o câncer Fica na Praça da Cruz Vermelha, no Centro do Rio, o principal órgão federal destinado à prevenção e ao controle da doença no Brasil. Instalado ali desde 1957, o Instituto Nacional do Câncer desenvolve ações, campanhas e programas em escala nacional, além de selar acordos com entidades e organizações internacionais. 


335 Cantinho da leitura Desde 1952 conduzida pela italiana Vanna Piraccini, a livraria Leonardo Da Vinci, no Centro, ganhou até poemas de autores como Carlos Drummond de Andrade e Antonio Cícero. Fez fama pelo atendimento primoroso de quem conhece o ramo e por exibir uma extensa variedade de publicações nacionais e estrangeiras.



336 Os heróis das tragédias Numa cidade que assusta seus moradores com a mesma capacidade com que os encanta, uma corporação eficiente é crucial. Unidade pertencente ao mais antigo Corpo de Bombeiros do país (fundado por dom Pedro II em 1856), o Grupamento de Busca e Salvamento está sempre a postos para salvar vidas, seja na Região Serrana ou no Haiti. 


337 Estrada do Joá Ela é muito mais do que um escape para fugir do trânsito entre a Zona Sul e a Barra da Tijuca. É também um charmoso refúgio entre o mar da Praia da Joatinga e o verde da montanha da Pedra da Gávea. 


338 A 150 metros de altura Aberto em sistema de soft opening desde 30 de dezembro, o hotel Windsor Atlântica substituiu o tradicional Le Méridien no prédio da Avenida Princesa Isabel. Seu retorno devolveu aos turistas e aos cariocas a possibilidade de ver do alto uma das mais deslumbrantes vistas de Copacabana. 


339 A estátua do poeta Inaugurada em 2002 no calçadão da Praia de Copacabana, a estátua de bronze de Carlos Drummond de Andrade vem ganhando, em média, um ataque por ano desde então. Geralmente lhe roubam os óculos. Deve-se vigiá-la melhor, porque, além homenagear um dos nossos maiores escritores, virou um dos símbolos da cidade. 


340 Bolsas do Brasil Assim ele costuma descrever o início de sua trajetória: em 1982, ao entrar para a Escola de Belas Artes da UFRJ, Gilson Martins comprou uma mochila para levar o material de desenho. Muitos remendos depois, desmontou tudo, arrebentou costuras, copiou o molde e recriou o conceito, usando lona de cadeira de praia. Sedimentava-se ali a base de uma sólida e criativa carreira como designer de bolsas, produzindo peças que encantam franceses e italianos. 


341 Fundação Eva Klabin Tombada e transformada em casa-museu, uma das últimas mansões do entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas abriga a fundação que leva o nome da colecionadora. Idealizada na década de 70 e oficialmente criada em 1990, um ano antes da morte de Eva, a instituição reúne 2 000 peças catalogadas, com preciosidades dos quatro cantos do planeta.

342 Diversão na orla Skate, bicicleta, corrida, patins e atividades recreativas em geral. Não há limite para a diversão no vasto parque em que se transforma a orla da cidade aos domingos, entre 6 e 18 horas. 


343 Cultura a custo zero No Centro, dá para se divertir e ficar culto sem gastar um tostão. O Espaço Cultural Correios, a Casa França-Brasil e os centros do Banco do Brasil e da Justiça Federal têm programação de primeira e de graça. 


344 Malhação grátis Há onze anos, uma academia oferece aulas de musculação, alongamento, tai chi chuan, ioga e capoeira nas areias de Ipanema. No ano passado, Copacabana também recebeu o projeto. 


345 Chorinho na praça Iniciativa do grupo Arruma o Coreto, uma roda de choro ocupa aos domingos, a partir das 11 horas, a Praça São Salvador, no bairro de Laranjeiras. 


346 Agenda classe A Com uma programação que alterna peças a preços convencionais e shows a 5 reais, o Teatro do Sesi, no Centro, também tem uma série de eventos gratuitos. 


347 Teatro a 1 real Todo segundo domingo do mês, a prefeitura promove esta campanha: teatro quase de graça para a população, num projeto que contempla as nove salas municipais de espetáculos. 


348 Acordes nos museus Sucesso há catorze anos, o Projeto Música no Museu ocupa mais de quarenta instituições, entre centros culturais, museus e igrejas, com música de primeira qualidade e impacto zero no bolso. 


349 Preço e qualidade Em matéria de ação cultural, o Sesc Rio tornou-se sinônimo de uma virtuosa combinação entre qualidade e preço baixo. Do teatro às artes plásticas, da música ao cinema. 


350 Casa eclética Não importa se a definição é casa de shows, boate ou bar. O Trapiche Gamboa é um dos mais interessantes redutos de samba do Rio, no bairro que lhe dá o nome. 


351 Ouro e diamantes Fundada em 1945 pelo brasileiro de origem alemã Hans Stern, a H.Stern é uma potência das joias. Sediada na loja-museu de Ipanema, tem filiais espalhadas pelos quatro cantos do mundo. 


352 O gigante da Zona Oeste Erguido entre a Barra da Tijuca e Jacarepaguá, o Riocentro reúne números monumentais. São 570 000 metros quadrados, dos quais 100 000 são de área construída. O estacionamento para 7 000 carros serve a cinco pavilhões climatizados. 


353 Nosso mestre barroco Um dos maiores artistas do período colonial brasileiro, ao lado de Aleijadinho e Manoel da Costa Athaíde, Valentim da Fonseca e Silva, o Mestre Valentim, criou diversas obras no Centro, entre elas o belo e maltratado chafariz da Praça XV

354 Para rolar de rir Responsáveis por uma lufada de humor na televisão, os integrantes do Casseta & Planeta encerraram o programa semanal na TV Globo, mas continuam ativos em projetos paralelos. 


355 O irmão do Bussunda Assim como teve o irmão do Henfil, há também o irmão do Bussunda, fundador do Casseta & Planeta, morto em 2006. O economista Sérgio Besserman Vianna é um craque em suas análises da cidade e propostas para um Rio sustentável. 


356 A França no Leblon O nome da casa é português, mas as especialidades servidas nos balcões do restaurante Garcia & Rodrigues são legitimamente francesas, como o chef que as produz, Christophe Lidy. 


357 Vendedores de rosas Volta e meia eles circulam pelos bares da Zona Sul. Se você estiver acompanhado, provavelmente será abordado por um deles, que vai tentar convencê-lo a comprar uma rosa para a mulher amada. Às vezes, dá muito certo. 


358 Picolé sessentão Feito há quase sessenta anos, o picolé do Morais é uma instituição na orla de Ipanema e Leblon. Vendido em uma única carrocinha pelo próprio fabricante, Adriano Morais, leva apenas água, açúcar e frutas na receita. 


359 O cinema de Santa Teresa Única sala do bairro, o Cine Santa foi aberto em 2003, com o filme Deus É Brasileiro. Com apenas sessenta lugares, exibe mais títulos nacionais do que qualquer outro do país. 


360 O Bruxo do Cosme Velho Maior de todos os escritores brasileiros, o carioca Machado de Assis está umbilicalmente ligado à história do Rio, que descreveu e retratou como ninguém. 


361 Degraus que brilham A antiga sede do Supremo Tribunal, hoje Centro Cultural Justiça Federal, abriga uma bela amostra do estilo art nouveau: a escadaria de mármore de Carrara com detalhes de ferro. 


362 A casa da outra Sediado no opulento palacete que dom Pedro I deu de presente à sua amante, Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa de Santos, o Museu do Primeiro Reinado tem uma preciosa coleção de peças da primeira metade do século XIX. 


363 Baticumbum Com dez anos de atividades, em Laranjeiras, a loja Maracatu Brasil combina venda de instrumentos de percussão artesanais com oficinas ministradas por músicos, além de cursos. 


364 Oi Futuro Flamengo O prédio de 1918, que já abrigou o Museu do Telephone, é hoje referência em arte, tecnologia e convergência de linguagens. Galerias de artes visuais, teatro, biblioteca e cibercafé se distribuem por seis andares de programação diversificada.

365 Sucos em abundância As casas de sucos estão para o Rio assim como as padarias estão para São Paulo. Existem pelo menos trinta lojas do gênero na cidade, ancoradas em uma vasta oferta de sabores, tanto das bebidas como de sanduíches e salgados.

366 A cara do brasil Portuguesa de nascimento, Carmen Miranda foi criada na Lapa e transformou-se em um símbolo internacional da cidade ao fazer carreira em Hollywood, onde morreu em 1955. 


367 O barco do rei Construída na Bahia e doada por um conde a dom João VI, a galeota que servia para os deslocamentos da família real e de visitantes ilustres pela Baía de Guanabara está em exposição permanente no Espaço Cultural da Marinha.



368 O palco mais antigo Inaugurado em 1813, o João Caetano é o palco mais antigo da cidade. Antes de receber o nome atual, em 1923, chamou-se ainda Imperial Theatro São Pedro de Alcântara e Theatro Constitucional. 


369 Drinque em vez de chope Frequentados pela turma jovem abastada e moderninha, os bares de hotel são a alternativa chique aos botecos. Os preferidos são o Baretto-Londra (Fasano), o Bar D’Hôtel e o Bar do Lado (ambos no Marina All Suites), o Bar da Praia (Marina Palace), o Skylab (Rio Othon Palace) e o One Twenty One (Sheraton). 


370 O café do Maneco Cenário constante nas crônicas de Manoel Carlos (veja o motivo 155), o Café Severino, na Livraria Argumento, é um clássico entre as casas que servem acepipes em meio a livros. 


371 Dos tempos da colônia Primeiro parque urbano das Américas, o Passeio Público foi aberto em 1793. Com um jardim em estilo francês, era frequentado pelas mais ricas famílias da cidade e ponto de encontro de artistas, escritores e poetas. 


372 Os nossos shoppings Paulistas não vivem sem, mas cariocas também adoram. Aqui no Rio, temos 29 shopping centers, por onde circula diariamente 1 milhão de pessoas.

373 Dupla do barulho Rosa Maria Araújo e Sérgio Cabral (o pai) são uma dupla que infla o orgulho carioca. Sassaricando, musical com marchinhas concebido pela historiadora e pelo jornalista, está na quarta temporada e já foi visto por 200 000 pessoas. 


374 Simples, abafado e divertido Na esquina das ruas do Riachuelo com Gomes Freire, o Boteco do Gomes é uma casa típica desse pedaço movimentado da Lapa. O atendimento simpático e ágil e as cervejas geladas valem a noitada. 


375 Dos tempos do império O Instituto Benjamim Constant, criado em 1854 por dom Pedro II, foi a primeira instituição no país destinada a garantir ao cego o direito de cidadania. Tem escola, oferece consultas médicas, produz material em braile e edita publicações científicas. 


376 O endereço colorido A Rua Farme de Amoedo, em Ipanema, começou a ser frequentada pela comunidade gay a partir dos anos 90. Fica em frente ao trecho da praia considerado um dos mais liberais do Rio, onde tremulam bandeiras de arco-íris.

377 Telas milionárias A pintora carioca Beatriz Milhazes faz parte do restrito círculo de artistas brasileiros respeitados e valorizados no mercado internacional. Em 2008, uma obra sua foi vendida por 1 milhão de dólares em um leilão da Sotheby’s de Nova York. 


378 Sambinha de tarde Uma roda de partideiros nas tardes de segunda tinha tudo para fracassar, mas não. Comandada por Moacyr Luz e realizada embaixo das caramboleiras do Renascença, no Andaraí, ela surgiu em 2005 e faz enorme sucesso. O nome, Samba do Trabalhador, claro, é uma ironia. 


379 A praça dos bichos de pedra Fica na Tijuca, no fim da Rua Saboia Lima, e é pouco conhecida. Construída nos anos 80 em um canto de floresta, ela tem esculturas de vaca, dinossauro, cachorro, jacaré e urso polar. Esse zoológico imóvel divide espaço com representações de uma pirâmide, um barco afundado, anões e sacis.



380 Arte do lixo Paulista de nascimento e carioca por adoção, Vik Muniz ganhou projeção internacional com suas reproduções de ícones da arte e da cultura feitas com materiais diversos. Um filme sobre seu trabalho concorre ao Oscar de melhor documentário. 


381 Vagas baratas A inflação caminha lentamente, mas não para. Sobem os preços do feijão, do teatro, do bondinho do Pão de Açúcar, dos ônibus e da fralda descartável. Mas estacionar o carro pagando 2 reais em certas áreas é algo que já vem de longe. Ainda bem. 


382 Com a mão sempre estendida O carioca joga lixo no chão, buzina demais e tranca os cruzamentos no trânsito. Mas, na hora do aperto, sempre demonstra alto grau de solidariedade. Daqui saíram inúmeras doações para as vítimas das chuvas na Região Serrana. 


383 Os estúdios da Nacional No 23º andar do edifício A Noite, na Praça Mauá, ficam os estúdios da emissora que foi um símbolo da época áurea do rádio, nos anos 40. Lá se apresentaram monstros sagrados como Francisco Alves e Orlando Silva. As salas e os equipamentos ainda estão funcionando. 


384 Tudo pura ilusão Eles alegram os passantes e, de quebra, faturam um trocado. Os mágicos de rua atuam nas imediações da Rua Uruguaiana e do Terminal Menezes Cortes, no Centro. Fazem truques de salão, como levitar cartas de baralho e manipular bolinhas. 


385 Os palácios do rei Capixaba mas radicado na Urca desde os anos 80, Roberto Carlos já rodou um bocado pelo Rio e até por Niterói antes de se fixar no apartamento de frente para a Enseada de Botafogo. Morou no Lins, no Centro e, por alguns meses, no Copacabana Palace, enquanto fazia obras em sua residência atual. 


386 O templo de vidro Inaugurada em 1964, na Avenida Borges de Medeiros, a paróquia de São José chama atenção. Toda envidraçada, ela não lembra uma igreja tradicional. Quem assinou o projeto foi o arquiteto Edgar Fonseca. 


387 Cidade das letras Algumas das principais editoras de livros do país, a exemplo de Record, Ediouro e Sextante, estão sediadas no Rio. Os números, tanto quanto as letras, impressionam. A gráfica da Record pode imprimir 100 livros de 200 páginas por minuto. Só não lê quem não quer.

388 Gigante adormecido Olhar as montanhas é um exercício para a imaginação. A Pedra da Gávea, por exemplo, parece o nariz adunco de um gigante deitado. O filme Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa (1970) mostra em detalhes essa formação rochosa. 


389 Dispense a bússola O Rio tem as zonas Norte, Sul e Oeste bem delimitadas. Entretanto, não há referência à Zona Leste, área onde fica a Baía de Guanabara. Tudo bem que não temos as ruas numeradas como em Manhattan, mas vivemos em um lugar de fácil localização. O mar, as vias expressas e a linha de trem ajudam.



390 Uma gringa atraente Se você ouvir falar em A Polonesa, provavelmente não se trata de uma mulher, mas de um restaurante em Copacabana aberto em 1948, que tem ambiente rústico e lembra uma taberna. Sua fama vem do estrogonofe de filé-mignon, que se diferencia da receita-padrão por não levar creme de leite. 


391 A rede do peixe Misto de loja virtual e site de relacionamentos, o Peixe Urbano é uma empresa carioca criada no ano passado e que inspirou diversas iniciativas semelhantes pelo país. Contabiliza cerca de 30 000 acessos diários de pessoas em busca de descontos. 


392 Balanço H igh Tech A ginga do carioca fica evidente no futebol e no samba. Ginga também é o nome do software do sistema brasileiro de TV digital, desenvolvido nos laboratórios de telemídia da PUC. Um orgulho para todos nós. 


393 Luz, câmera e ação Não só nas telas de cinema o Rio se tornou uma imagem frequente para ambientar tramas de variados matizes. A cidade volta e meia dá as caras também em videogames de ação, como, por exemplo, o Counter Strike (CS) e o Grand Theft Auto (GTA), que exploram cenários daqui.



394 Prodígio sobre a baía Antes de 1974, quem ia do Rio a Niterói de carro tinha duas opções: balsa ou um longo caminho por Magé, Itaboraí e São Gonçalo. Com a inauguração da Ponte Presidente Costa e Silva, um prodígio da engenharia nacional, com seus 13,4 quilômetros de extensão, é possível cruzar de um lado a outro em quinze minutos, com trânsito bom. 


395 Palácio da ciência Não bastasse ser um bastião das ciências biológicas do país e um dos mais importantes do mundo, a Fundação Oswaldo Cruz (ao lado)tem uma sede belíssima: mistura ornamentos neomouriscos a uma construção inspirada nos castelos ingleses do período elisabetano, com ameias e pátio interno. Um arraso.

396 Palácio da princesa Erguido no século XIX, o Palácio Guanabara já serviu de morada à princesa Isabel e seu marido, o conde D’Eu, e ao presidente Getúlio Vargas. A partir da fusão dos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, virou sede do governo. 


397 Quem é quem nas ruas Em 2008, as placas indicativas passaram a identificar as personalidades que dão nome às vias. Assim, é possível saber que Barata Ribeiro foi um médico e Figueiredo de Magalhães, um proprietário de terras. O barão de Mesquita — quem diria? — era filho do conde de Bonfim. 


398 Escola nota 10 O Instituto Militar de Engenharia, na Praia Vermelha, é um centro de excelência que forma militares e civis, e já há alguns anos admite mulheres em suas fileiras. Seu vestibular é dos mais concorridos, a ponto de haver turmas especiais nos cursinhos voltadas para os candidatos ao IME. 


399 O paraíso da carne O nome um tanto esquisito há muito foi absorvido pelos cariocas: Porcão. Essa rede de churrascarias é campeã no sistema de rodízio. A unidade do Aterro do Flamengo, que é alvo de uma disputa judicial, oferece como extra a vista espetacular da Baía de Guanabara e do Pão de Açúcar. 


400 Os nossos romanos Munidos de escudos, lanças, elmos e armaduras, advogados e outros profissionais simulam batalhas da Antiguidade à beira da lagoa. Intitulado Ancient Battles, o pelotão realiza seus movimentos sempre nas tardes de sábado. Quem quer ingressar no grupo tem de treinar durante seis meses. 


401 Símbolos naturais A marca da Rio 2016, revelada na festa de réveillon, é claramente inspirada na silhueta do Pão de Açúcar e do Morro da Urca, cujos contornos, vira e mexe, funcionam como logotipo da cidade. Outro cartão-postal que faz esse papel é o Cristo Redentor, tal qual a Torre Eiffel em Paris e a Estátua da Liberdade em Nova York. 


402 Em alta na internet Quem digita o verbete Rio de Janeiro na Wikipédia dá de cara com descrições que enchem de orgulho nossa gente. Entre outras referências, está dito que é “a cidade brasileira mais conhecida no exterior” e “principal destino turístico da América Latina”. 


403 Banhista vigilante Atire a primeira canga quem nunca ouviu este pedido na areia: “Pode dar uma olhadinha nas minhas coisas enquanto eu mergulho?” Caso a resposta seja positiva, o solicitante logo deixa sob a guarda do “novo amigo” seus chinelos, camisa, bermuda e carteira. É o jeito carioca de fazer amizade.

404 Cuca fresca Uma vez por mês, a academia DeRose oferece aulas abertas de ioga em um cenário deslumbrante, em frente aos pedalinhos da Lagoa, no Corte do Cantagalo. 


405 Celeiro de mestres Nenhuma outra localidade do país fecundou tantos compositores de excelência. Nesse setor, o termo constelação é o que melhor define a abundância de artistas gerados aqui. Chiquinha, Villa-Lobos, Pixinguinha, Noel, Cartola, Tom, Vinicius, Paulinho. 


406 Desde 1910 Poucos estabelecimentos podem se vangloriar do peso da tradição centenária. É o caso da Ao Faz Tudo, que desde 1910 restaura obras de arte de todo tipo. 


407 Desatando os nós Especialista na restauração de tapetes feitos a mão, o descendente de italianos Vilson Carminati oferece um serviço impecável, mas um tanto trabalhoso. Dependendo do estado da peça e da quantidade de nós, o conserto pode levar um ano. 


408 Vai um faisão ou marreco? Situado na Rua Paissandu, no Flamengo, o açougue Raro Shop é especializado na venda de carnes exóticas: javali, faisão, rã, codorna, perdiz, frango caipira, marreco, galinha-d’angola. Nos anos 80, a loja era frequentada por chefs em busca de novidades. 


409 Sapateiro de grife Em funcionamento há mais de cinquenta anos, a Sapataria Jangadeiros, em Ipanema, é a salvação das colecionadoras de calçados de marca. A loja conserta pisantes Ferragamo, Chanel e Louboutin. 


410 O paladar agradece O mais novo eixo da boa mesa do Rio fica na Avenida San Martin, no trecho próximo do Canal do Leblon. Cinco casas, de diferentes especialidades, reforçam a vocação gourmet da cidade: Gula Gula, Origami, Astoria, Enosfera e Chez L’Ami Martin. Um roteiro para múltiplos gostos. 


411 Grafites de decoração Criações do grafiteiro carioca Marcelo Ment ilustram muros da cidade e festivais europeus. Recentemente, ele descobriu um novo filão: a decoração de interiores. Seus traços de spray podem enfeitar paredes de quartos, corredores e salas. 


412 Mesas do Azul Marinho Este bar, no Arpoador, virou hit no verão passado, com suas mesinhas na calçada, a dez passos da areia. Curta o pôr do sol dali, degustando o cardápio de criativos tira-gostos.



413 Ibrahim & Zózimo Ibrahim Sued e Zózimo Barrozo Amaral (abaixo) são os pais do colunismo social como o conhecemos hoje, criadores de um estilo único — e carioquíssimo — de escrever. O primeiro, chamado de “Turco” na redação de O Globo, sabia tudo sobre a alta sociedade carioca. Virou estátua em Copacabana. O último construiu sua carreira no Jornal do Brasil escrevendo menos de frescuras e mais de política e comportamento. Virou estátua no Leblon. 


414 Grandes eventos Eles aumentam o fluxo de turistas, divulgam o país no exterior e dão prestígio político. As mostras de Monet e Rodin em meados dos anos 90 e a conferência Eco 92 são exemplos de momentos marcantes da cidade. 


415 Herança indígena Ela está no dia a dia do carioca (“casa de branco”, em tupi-guarani) e muitas vezes a gente nem percebe. Palavras indígenas identificam, por exemplo, peixes, aves, rios, e localidades como Niterói, Ipanema e Tijuca. 


416 Brilhando de novo Da limpeza à reposição de peças, José Luis Silveira, hoje morando em Niterói, é uma referência na restauração de lustres de cristal. O atendimento, em todos os bairros do Rio, pode ser feito na casa do próprio cliente.



417 Macacos folgados Sempre ariscos, macacos-prego são companhia constante de quem mora nos arredores do Jardim Botânico. Uma graça, mas às vezes eles chateiam, invadindo apartamentos pela janela da cozinha, em busca de comida. 


418 Cubinhos do Leblon “Apacar” ou não “apacar”, eis a questão. Manter de pé os predinhos antigos, com sua arquitetura peculiar, ou dar lugar a edifícios modernos? Discussão quase interminável, porque se sabe que grande parte do charme do bairro vem daí, de suas fachadas de três, quatro andares. É a guerra das Áreas de Proteção do Ambiente Cultural (Apacs). 


 419 Peças de Val D’Osne Cerca de 180 esculturas e fontes de ferro produzidas na região do Haute-Marne, no nordeste da França, enfeitam parques, praças e fachadas de prédios. Depois de Paris, o Rio é a cidade que tem mais peças da Fundição Val D’Osne. 


420 Hangar de zepelim A Base Aérea de Santa Cruz abriga o bonito prédio, de grandes dimensões, destinado às gigantescas aeronaves. Foi inaugurado em 1936 para receber dirigíveis da Alemanha. É um dos últimos hangares para zepelins do mundo. 


421 As esquinas do luxo Trata-se de um quadrilátero.Fica em Ipanema e é formado por Garcia d’Ávila, Aníbal de Mendonça, Barão da Torre e Visconde de Pirajá. Ali se concentra o comércio de rua mais chique do Rio. Louis Vuitton, Elle et Lui Maison, H.Stern e NK Store são algumas das grifes de destaque desse shopping de luxo a céu aberto. 


422 Os bares de jazz Nem só de samba vivem os boêmios bairros da Lapa e de Santa Teresa. Amantes do jazz encontram bons shows no Santo Scenarium, no Casual Retrô, na Brasserie Rosário e na Lapinha. 423 A trilha sonora do Rio No fim dos anos 50, surgiu na cidade um estilo musical com uma batida de violão diferente, desenvolvida pelo músico baiano João Gilberto. Era a bossa nova, a música, que logo virou bossa nova, o movimento, agrupando jovens talentos como Tom Jobim, Nara Leão, Carlos Lyra e Roberto Menescal. Eles faziam um samba brasileiro, com pitadas de jazz, que ganhou o mundo como a trilha sonora do Rio. 


424 Massa no ponto O espaguete à carbonara do Enosfera, no Leblon, acerta ao equilibrar macarrão, creme e bacon na medida certa. E ainda por cima é um prato farto. Custa 39 reais. 


425 Uma rua gourmet A Rua Dias Ferreira, no Leblon, reúne várias instituições da mais alta gastronomia carioca, como Zuka, Carlota, Sushi Leblon e Quadrucci. Desse jeito, só fica faltando, claro, lugar para estacionar. 


426 Os chatos que ajudam O Rio se orgulha das associações de moradores que são atuantes e que, de fato, discutem e repensam os problemas de cada bairro. Podem ser citadas como mais organizadas as do Leblon, da Urca e do Jardim Botânico. 


427 TV Globo Nasceu aqui, nos anos 60, e virou uma instituição nacional. Projeta o Rio pelo Brasil afora, por exemplo, em cada novela que vai ao ar. Referência em informação, profissionalismo, entretenimento e programação de qualidade, é um grande orgulho da cidade. 


428 Nu com a mão no bolso A Praia do Abricó, ao lado de Grumari, é a sede carioca do naturismo. Pequena, reservada, virou um paraíso urbano para quem gosta de banho de mar pelado. Ali, até os barraqueiros têm de ficar sem roupa.





429 Restinga da Marambaia Administrada pelo Exército, ela lembra um braço fino que se estende mar adentro. Vista de cima, da janela do avião, é uma coisa impressionante. São 42 quilômetros de praias, usadas para exercícios militares e deleite de presidentes.



430 Pérola modernista Condomínio incomum, em Benfica, a construção lembra a forma de uma minhoca. O lugar foi projetado pelo arquiteto Affonso Reidy, tem painéis de Cândido Portinari e jardins de Burle Marx. Construído entre 1947 e 1952, é um marco internacional da arquitetura modernista. 


431 Centro vazio Só no fim de semana, sem movimento de carros, você consegue ver a beleza que é o centro da cidade. Dica de circuito, que dá para fazer a pé: Rua Primeiro de Março, depois Avenida Rio Branco e, em seguida, a Cinelândia. Se for domingo, atravesse o Aterro (que estará fechado para carros) e chegue ao Museu de Arte Moderna. 


432 Dublin em Ipanema Os pubs Shenanigan’s e Irish trazem um pouco do clima da Irlanda para o agito do bairro, com direito a balcões de madeira e decoração típica.

433 Doutores em gente Com escritórios no Castelo e no Maracanã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realiza, a partir de suas duas bases cariocas, todos os grandes cálculos sociais, econômicos e, principalmente, demográficos do país. É o caso do censo de 2010, que contabilizou os 6 323 037 moradores da cidade. 


434 Bairro com cadeado Fez muito bem à Lapa a decisão de fechar o trânsito nas noites de sexta e sábado. Ficou mais fácil e mais prazeroso curtir esse nosso Pelourinho, seus bares, sua música e sua fauna. 


435 Mergulho na ilha O nome estranho vem da sujeirada que os pássaros fazem nas pedras. Mas, sob a água, o panorama das Ilhas Cagarras é deslumbrante, um cenário que atrai mergulhadores e praticantes de pesca submarina.



436 Baianos in Rio Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia... Todos eles da Bahia, todos morando atualmente no Rio. Caetano, por exemplo, adora ver o mar todo dia, da varanda de seu apartamento na Avenida Vieira Souto, em Ipanema. Eles acham aqui bárbaro. E a cidade os acha bárbaros também. 


437 O palco da MPB Sim, o Canecão acabou, sabemos. Mas deve renascer como centro cultural que a UFRJ, dona do terreno, quer erguer no lugar que serviu de palco a shows memoráveis da música popular brasileira. 


438 Fábrica de gênios O Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, fundado em 1952, é um centro de excelência mundial. De seus quadros saem pesquisas nas áreas de computação gráfica e petróleo, por exemplo. 


439 Atração natalina Desde 1996, a árvore de Natal da Lagoa se integra à nossa paisagem urbana no fim do ano. Ela é instalada em dezembro e pode ser vista até janeiro. Atrai tanta gente que são (ainda mais) comuns nessa época os engarrafamentos nas avenidas Epitácio Pessoa e Borges de Medeiros. 


440 Manobras no Céu O Rio faz parte do circuito mundial de Air Race, aquele esporte de exibição com pequenos aviões fazendo acrobacias, dando rasantes entre postes de plástico. Na Marina da Glória, fica especialmente emocionante e bonito de ver. 


441 Celeiro da economia Criada em 1944, a Fundação Getulio Vargas é o centro de ensino responsável por boa parte das pesquisas de caráter econômico e social do país. Ter graduação, mestrado ou doutorado na FGV é garantia de emprego certo. 


442 Dupla dinâmica Amigos de longa data e parceiros de negócios, Luiz Calainho e Alexandre Accioly são empresários hoje onipresentes em eventos de entretenimento do Rio, como os bailes de Carnaval no Cais do Porto. 


443 Arte no cofre A Caixa Cultural tem duas unidades no Centro: uma na Avenida Chile, mais antiga, outra na Rua Almirante Barroso, na sede do banco na cidade, com teatro de arena, dois cinemas, três galerias de arte, uma livraria e salas de oficinas e ensaios. 


444 Jovens virtuoses Em meio à efervescência da Lapa fica a Escola Portátil de Música, que privilegia a educação musical com base no chorinho. Aos sábados, seus alunos mostram o que sabem nos jardins da UniRio, na Urca. 


445 Safári carioca A Jeep Tour nasceu em 1992 com um único veículo e a proposta de fazer roteiros meio urbanos, meio selvagens no Corcovado, na Floresta da Tijuca e na favela da Rocinha. Sucesso entre os estrangeiros, tem hoje uma frota de 35 jipes.

446 O guia da cidade Desde 1992, VEJA RIO oferece todas as semanas a seus leitores reportagens relevantes sobre a vida da cidade, seus personagens e suas atrações. Temos orgulho de ser, há quase duas décadas, a cara da Cidade Maravilhosa. Letícia Pimenta e Lula Branco Martins Fonte:http://vejabrasil.abril.com.br

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