quinta-feira, 17 de março de 2011

A ilusão do dinheiro fácil



Enfim encontrei uma matéria exatamente sobre o que eu queria falar, mas não sabia por onde começar. Da forma que eu queria escrever e que vejo a coisa. 
Já há algum tempo que venho notando certa apologia à prostituição pela TV, principalmente aquela do plim plim. 
 Eles colocam as situações das garotas de programa como as mais divertidas, gostosas, lucrativas e interessantes do mundo. Nas novelas as garotas são sempre lindas, ganham muito dinheiro e se dão bem no final, um exemplo recente, a Clara, que além de garota de programa ainda era a filha do capeta, infernizou a todos e se deu melhor que todo mundo no final. 
E isso ilude viu meus caros, as meninas ficam doidinhas... 
Quem não se lembra de Uma linda mulher? 
Um verdadeiro conto de fadas. Acredito que só esse filme, ajudou a aumentar significativamente a população de prostitutas no mundo. 
Agora Bruna Surfistinha. E cada vez mais meninas, mulheres, senhoras e pasmem entram nessa. 
E mesmo as que ganham algum dinheiro, que são as de "luxo" como dizem, depois passam a vida se achando um lixo. E a grande maioria, da boca do luxo ou do lixo, se entopem tanto de maquiagem como de drogas. 
A "profissão" elas podem até deixar, mas as lembranças, luta consigo mesma e com o vicio, certamente elas carregarão e travarão para o resto de suas vidas. 
Resumindo: UMA GRANDE ILUSÃO. 


Agora que já dei meu pitaco vamos a matéria da Folha: 


A vida da grande maioria das garotas de programa passa longe do glamour das telas. No cinema ou na literatura, a coisa até parece fácil e divertida. Mas, na real, a vida de uma garota de programa passa longe do clima de videoclipe do sucesso de bilheteria "Bruna Surfistinha". "Não valeu a pena", diz Bruna Surfistinha Há duas semanas em cartaz, o filme foi assistido por mais de 1 milhão de pessoas. O longa é inspirado no livro "O Doce Veneno do Escorpião" (Panda Books), que relata as experiências de Bruna, codinome de Raquel Pacheco, 26, que viveu como garota de programa dos 17 aos 21 anos. O filme de Marcus Baldini, com Deborah Secco como Bruna, parece uma peça publicitária, mas traz um pouco do lado B da prostituição. Caso da passagem da personagem pelo chamado "baixo clero" dos bordéis, ou o famoso "vintão" -nome e preço do programa. O longa e a história real de Bruna mostram também como tudo pode começar a partir de uma brincadeira: na cena inicial, Deborah Secco encarna uma lolita que despe sua camisola via webcam. Pode ser o primeiro passo para um universo por onde transitam jovens (incluindo aí uma penca de adolescentes) que vendem o corpo para qualquer um que pague. Eduardo Fahl/Folhapress Valentina, 22, passa tempo entre bilhar e cigarros "CÁRCERE PRIVADO" A jovem Drica*, 24, vive no circuito de luxo da prostituição. Seus clientes são empresários, advogados e "todo tipo de gente com dinheiro". Ela conta que começou aos 21 anos, imaginando que ganharia altas cifras. Mesmo atendendo a "clientes vips", ela vivia sob o que chama de "cárcere privado". "Entrava às 21h e era obrigada a ficar até às 4h da manhã. Só podia sair se pagasse multa de R$ 100, mesmo se estivesse passando mal." Já Valentina, 22, apesar de formada em fisioterapia e moda, decidiu vender o corpo quando sua família, no interior paulista, sofreu um revés financeiro. Para ela, a violência pesou. "Há clientes que agridem, há humilhação." Depois de dois anos como garota de programa, ela hoje é hostess de uma boate de São Paulo e observa dramas até piores aos que viveu. "Há clientes hoje que querem uma parceira para o sexo e para se drogar em quantidades gigantescas", diz. Eduardo Fahl /- A garota de programa Ticiane na porta de um hotel no centro TRÁFICO DE PESSOAS A cada cliente, existem novos perigos. Valentina tem amigas que desapareceram no exterior, aliciadas por redes de tráficos de pessoas. "Algumas são mantidas presas. Dificilmente voltam." Assim como o preço do programa, o perfil da prostituição entre jovens varia de acordo com a região do país. "No Norte e Nordeste, o problema é a pobreza extrema mesmo", afirma a promotora Laila Shukair, da Associação Brasileira de Magistrados e Promotores de Justiça da Infância e da Juventude. Famílias desestruturadas se tornam alvos fáceis de redes de tráfico de pessoas -a terceira atividade criminosa mais lucrativa no mundo, depois de drogas e armas. O dinheiro que as meninas ganham vai embora tão rápido como veio. "É uma compensação. Se você não torra com drogas, gasta tudo no shopping", diz Valentina. Nas ruas desde os 20 anos, Ticiane diz que o pior é a solidão. "Não tenho mais vida pessoal, namorado ou amigos." Ela também reclama da violência. "Saí com três rapazes que me levaram para uma rua deserta. Se não fosse um vigia noturno, acho que tinha morrido." A promotora Shukair aponta três responsáveis. "A família falhou na educação. 
O Estado não garantiu o direito constitucional de essas adolescentes se desenvolverem sexualmente de forma saudável. E falhou a sociedade três vezes: na figura de quem explora, de quem paga e de todos que se omitem." 


PUBLICIDADE CARLOS MINUANO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


3 comentários:

  1. É isso aí! Boa pedida
    Essa maldita BOBO é a destruição das familias HAHAHAHA...

    ResponderExcluir
  2. Visita ilustre :)))))
    Nem acredito...Sigo rabiscando
    Beijos

    ResponderExcluir
  3. Ótima escolha querida. Realmente esse é um assunto sério e não se ouve falar muito. Não o tanto que deveria ser falado. Hoje é um assunto banal que ninguém mais liga.Durante algum tempo fiz um trabalho no CVV, sempre no meu turno ligava uma senhora que tinha sido da vida como ela dizia, em sua juventude, e ela sentia uma necessidade de desabafar sobre o assunto, mesmo tendo se passado décadas. Contou-me que por muitas vezes isso chegou atrapalhar suas relações amorosas, pois ficou com vários traumas. Bom fim de semana Luz

    ResponderExcluir

Como se livrar da tentação?

         Cedendo a ela           Oscar Wilde  Mas desde que ela valia muito a pena, não perca seu tempo com tentação...