terça-feira, 8 de março de 2011

A bella Poesia!

Eu a conheci há pouco, temos um caso recente. O fogo da paixão ainda queima entre nós. Estranho mas mesmo antes de conhecê-la, já a esperava. Já podia vê-la Eu a via nas músicas, Nas entre linhas dos livros Eu a via nas estradas. Nas partidas e chegadas. Nos encontros e desencontros eu a reconhecia. Sentia sua presença em meus momentos de dor. Ela tem nome feminino, de mulher carinhosa, simples e bela Eu gosto de mulheres. Mas não gosto da palavra mulher Tem força, mas é possessiva, deve ser por causa da etimologia ruim, Vem do latim domina. Ela, ela não, está mais para um anjo que para uma mulher Uma femme francesa, que vive das inspirações Nos corações dos apaixonados, de alguns sábios e de quase todos os loucos Em nosso primeiro encontro, quando ela se apresentou augustissima apaixonante. Imediatamente a reconheci. Uma mistura de floral, medieval, leve como um movimento de ar. Pareceu-me tão familiar, tão presente em minha vida, apesar de sua chegada recente A cada dia, me é mais encantadora aos olhos e ouvido. Hoje ela é minha amiga mais próxima, às vezes vou dormir pensando nela, acordo no meio da noite para fazer-lhe companhia. Acordo inspirada com ela na cabeça. Alguns acham que ela está me enlouquecendo. Provavelmente esteja louca, poeticamente louca, romanticamente louca por ela. Uma loucura santa. Para quem não a conhece, Ela chama-se Poesia.

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