domingo, 20 de março de 2011

As quatro estações

Sou uma mulher de repentes e não de estações. Por vezes passam por minh’alma as quatro estações em poucas horas. Mas tenho cada vez menos tempo para o inverno de minhas tristezas. Sinto-me cansada e fora de forma para o verão das paixões calientes. Ainda gasto boa parte do meu tempo com a primavera que é vintage, anos 60,70 e 80, flores, poesias e romantismo. Mas o que me define HOJE é o Outono, com a beleza das folhas pelo chão, nem lá nem cá, nem quente nem frio. As cores menos vivas, algo sobriamente belo. Meia idade. Um amor que sobreviveu a paixões de verão e espera sobreviver ao frio do inverno de minh’alma. Assim sou eu. Um Outono, que nasce agora. Por ora!

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