sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

eis a questão



Na verdade eu não pretendia escrever sobre nada, SIM eu continuo entrando na internet durante o dia para coisas sem importância, mesmo tendo me prometido não fazer mais isso, porque afinal sou uma pessoa que acabou de mudar de estado tenho um monte de coisas para por no lugar...pretendo dar mais atenção para família voltar a me exercitar, estou toda flácida. Enfim melhorar geral, mas eu não sou perfeita. É não sou, esse é o ponto, como se não bastasse à imperfeição também ando com a sensação de que eu, não sou eu, sou um emaranhado de tudo que li, ouvi, pessoas que conheci, sim estive analisando meus últimos atos e pensamentos....faço coisas que considero legais, mas também faço coisas nem tão legais assim, minhas opiniões são fracas sem base. Certo se você me conhece vai dizer: "você é cheia de vontades e manias que são só suas" ... 
Será?! Muito confusa! Acho que vou aceitar a sugestão(quase ordem) do meu Senhor e ir fazer terapia. Mas mesmo sem terapia uma coisa é gritante, preciso me auto disciplinar...me sinto uma pessoa fraca, sou incapaz de controlar as próprias vontades...então se você me conhece dirá "você não controla nem seu humor". 
É verdade nem meu próprio humor eu consigo controlar, o chato é que sempre destruo a primeira idéia que em geral as pessoas tem de mim no primeiro descontrole . Aí sempre tento justificar o injustificável EU SIMPLISMENTE NÃO TENHO O CONTROLE. 
Acho que não vou conseguir chegar à lugar algum e tenho dito: Sorrisos a beça para compartilhar e se quiser algumas borboletas para borboletear no estomago. Tem também PS_Mas pensei, escrever me arruma por dentro me alivia... é bom pra mim. 
E sendo bom pra mim, é bom pra mãe, esposa, do lar, amante, amiga... 

 Agora um pouco de Caio F. para ratificar minhas palavras sobre escrever: da cólera ao silêncio "Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? 
Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta (...)" 
"Escrever - e você sabe disso - pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado. Eu acho então que se escrever te dá um sentido para estar viva (ou a ilusão de um sentido, que importa?), então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia - no papel." 
"Isso é escrever. Tira sangue com as unhas. E não importa a forma, não importa a "função social", nem nada, não importa que, a princípio, seja apenas uma espécie de auto-exorcismo. Mas tem que sangrar a-bun-dan-te-men-te. Você não está com medo dessa entrega? Porque dói, dói, dói. 
É de uma solidão assustadora." 
Caio Fernando Abreu 


 Uma música que ganhei hoje de um italiano amigo do Facebook:

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