segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Amor platônico



É uma expressão usada para designar um amor ideal, alheio a interesses ou gozos. 
Um sentido popular pode ser o de um amor impossível de se realizar, um amor perfeito, ideal, puro, casto. 
Trata-se, contudo, de uma má interpretação da filosofia de Platão, quando vincula o atributo "platônico" ao sentido de algo existente apenas no plano das idéias. Porque Idéia em Platão não é uma cogitação da razão ou da fantasia humana. É a realidade essencial. O mundo da matéria seria apenas uma sombra que lembraria a luz da verdade essencial. 
A expressão amor Platônico é uma interpretação equivocada do conceito de Amor na filosofia de Platão. O amor em Platão é falta. Ou seja, o amante busca no amado a Idéia - verdade essencial - que não possui. Nisto supre a falta e se torna pleno, de modo dialético, recíproco. Em contraposição ao conceito de Amor na filosofia de Platão está o conceito de Paixão. A Paixão seria o desejo voltado exclusivamente para o mundo das sombras, abandonando-se a busca da realidade essencial. O amor em Platão não condena o sexo, ou as coisas da vida material. 
 Amo quem não devo amar, 
 E morro a cada instante. 
Não ouso procurá-lo, ele está distante... 
Não posso me entristecer, porque não tenho lágrimas... 
Não abusaria tentar sorrisos, porque não tenho dentes... 
Tenho apenas quatro coisas: o mar, a poesia, o céu e este amor... 
O resto não me pertence, nem estes versos são meus... 
foram escritos pela poesia, que inspirou-se no mar e fez alguns rabiscos no céu... 
Se eu não amasse tanto talvez fosse pior, a dor, que agora me consome, certamente seria maior... Se eu não amasse tanto não escreveria nenhum verso, pois toda a poesia que transborda do meu ser vem deste amor... 
Este amor que roubou a paz que nunca tive. 
Mas existe um pequeno detalhe que deixa minha carne triste quase alegre... 
É sempre quase... 
Sei que quando este poema cair nas mãos dele todo o meu amor será correspondido, por alguns instantes... porém na mesma intensidade. E o último verso certamente ficará em sua mente, durante bastante tempo: meus olhos não enganam mais ninguém, entretanto, vou te amar sempre, à distância e em silêncio. 


AMOR PLATÔNICO 
Se te encontrar em algum lugar Não sei se consigo resistir ao teu olhar. Tenho vontade de sorrir com teu sorriso, Sinto querer bem mais que se pode querer de um amigo. Para muitas vezes para observar a tua boca sensual O que me envolve parece ser uma magia, um ritual. É uma energia física, cheia de emoção, É uma carga emotiva, que vem do meu coração. Não deixa de ser amor, não deixa de ser amizade, Não me faz mal algum, contrário, me dá felicidade. Só é meio complicado, incompreensível, Porque sei que pra mim é inacessível. Não é de ninguém, e a nada se nega, Mas se ficar pra mim muita coisa se quebra. Esse é o platônico, o utópico sentimento Que nos retira da rotina, que nos serve de alento. Este é o meu amante, imaginário, viril, Que sempre vem apagar o meu fogo, o meu estado febril. Que me leva a conhecer novos caminhos, Que me cobre de atenção, de beijos e de carinhos. 

É A FUGA DA REALIDADE! É A BUSCA DA SAUDADE! É A LOUCURA DA FANTASIA! 
Mirles Rocha Valle Nota da Mi18/10/2009 


 

Andei pesquisando feito louca procurando sentido razão explicação, mas não existe são sentimentos, mais nada, coisas que vem e vão, ou não vão, mas indo, restam as lembranças e algumas frases bonitas a respeito desse sentimento louco e surreal, que todos nós um dia conhecemos.

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