Escrevo porque o tempo insiste e a minha vida está incompleta. Ora sou alegre, ora triste: sou poeta. Fujo das coisas fugidias, no entanto delas é que eu faço meu gozo, meu tormento e dias no traço. Nestes versos que edifico, não sei se fico ou me desfaço, – não sei, não sei. Não sei se fico ou passo. Este é o meu canto: um nada que é tudo, notas do tempo em que, disperso, sei-me entoando um canto mudo: – mais nada.Evaldo Balbino Do livro Moinho
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